Mas
recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas
testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos
confins da terra. Atos 1:8.
Já não se conhece mais o cristão pelo
fato de Cristo ser a fonte de sua vida; ele é conhecido, em vez disso, pelas
peculiaridades dos preceitos pelos quais vive. Testemunhar deixou de ser um
compartilhamento do próprio Jesus na vida do regenerado, e transformou-se num
convite para ele viver sob o jugo de uma forma particular de religião. Quanto
mais religiosa se toma a pessoa, mais longe fica de Deus. Quanto maior a
dedicação religiosa, maior a sensação de vazio. A observância de todos os
preceitos não satisfaz a fome interior; e assim, uma dedicação segue-se a
outras dedicações, enquanto a pessoa vai nutrindo a esperança de que aquela
será a última oferenda capaz de agradar a Deus, e trazer satisfação ao seu
coração. A palavra do SENHOR lhes será
preceito sobre preceito, preceito e mais preceito; regra sobre regra, regra e
mais regra; um pouco aqui, um pouco ali; para que vão, e caiam para trás, e se
quebrantem, se enlacem, e sejam presos. Isaías 28:13.
Porém, cresce a frustração agonizante! O
coração não deseja observar preceitos; surge o desejo de romper com as rígidas
exigências da religião, o que só produz constante reconhecimento de fracasso
quando a pessoa tenta aproximar-se de Deus. A religião muda o comportamento,
mas não muda o coração, que é a fonte dos desejos humanos. Ao acatar todos os
preceitos, o crente evita o que lhe é proibido, mas seu coração ainda deseja
regalar-se. Na verdade, o coração almeja ainda mais fazer aquelas coisas, agora
que elas se tornaram proibidas. Porque
eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum, pois o querer
o bem está em mim; não, porém, o efetuá-lo. Romanos 7:18.
A pessoa sincera se entristece com sua
incapacidade para obedecer, mas sempre se esforça para retomar as dedicações e
promessas a Deus. Esta pessoa sincera é quem, mais cedo ou mais tarde, estará
cheia de problemas, queimada espiritualmente, e exaurida. Mas por quê? Porque
ela percebe que está vivendo uma hipocrisia. Viver sobre regras e preceitos é
viver cansado e enganado. Aliás, o desejo de todo “crente” é ser iludido com as
regras e mandamentos infligidos pela religião, conferidos pelos seus líderes
não regenerados. Os profetas profetizam
falsamente, e os sacerdotes dominam de mãos dadas com eles; e é o que deseja o
meu povo. Porém que fareis quando estas coisas chegarem ao seu fim? Jeremias
5:31.
Essa pessoa continua a lutar em prol da salvação
dentro da estrutura de códigos de sua denominação, e com isso ela torna-se
confusa, desanimada e amargurada. Seu entusiasmo esvai-se, e ela percebe que
continua a agir pelo ímpeto. Finalmente, desaparece do cenário, inflamada pelo
ensino distorcido que recebeu. O único inimigo real dessa pessoa é a
mentalidade de escravo, em constante luta para ganhar o favor de Deus. Uma vez
que foi dito para ela que todas as bênçãos divinas lhe pertencem, desde que ela
procure ganhá-las mediante modificação de seu comportamento. E o que ela
aprendeu na religião? Isaías 29:13. O
Senhor disse: Visto que este povo se aproxima de mim e com a sua boca e com os
seus lábios me honra, mas o seu coração está longe de mim, e o seu temor para
comigo consiste só em mandamentos de homens, que maquinalmente aprendeu.
Ao examinar suas ações para
certificar-se de que é aceito diante de Deus, a pessoa cai nas garras do diabo;
sem a mínima esperança, torna-se presa do acusador de nossos irmãos. A
exposição que Jesus fez do espírito do farisaísmo demonstrou que este é
antagônico ao coração do Pai e ao evangelho. Marcos
8:15. Vede, guardai-vos do fermento dos fariseus e do fermento de Herodes.
Os
fariseus viam-se a si próprios como pessoas que adentraram o reino já
perfeitamente educadas, de modo que agora poderiam ajudar aqueles pobres
gentios ignorantes a serem tão espirituais como eles, os fariseus, o eram.
Nunca lhes ocorreu que a morte e ressurreição de Cristo trouxeram fim à
religião, e o início de um novo modo de vida. Jesus havia crucificado o velho
sistema em os fariseus se firmavam e que agora estava anunciando que todos
podiam aproximar-se de Deus mediante o que Cristo havia feito sem que primeiro
precisassem consertar seu comportamento, alinhando-o com a lei de Deus. Efésios 1:5-6: E nos predestinou para
filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua
vontade, para louvor e
glória da sua graça, pela qual nos fez agradáveis a si no Amado.
Se a pessoa buscar a aceitação de Deus
baseada, de alguma forma, no seu modo de viver, estará declarando que a morte
de Cristo foi desnecessária. Ou a pessoa é aceita diante de Deus baseado em
suas tentativas de cumprir a lei de Deus e os preceitos humanos de um grupo
eclesiástico, ou é aceito baseado no amor e na graça de Deus, que não têm
preço. Não pode existir meio termo. Amados, não podemos anular a graça de Deus
revelada em Cristo Jesus o nosso Senhor. Não
anulo a graça de Deus; pois, se a justiça é mediante a lei, segue-se que morreu
Cristo em vão. Gálatas 2:21.
Você se lembra de quando creu e percebeu
pela primeira vez, a graça de Deus em sua vida? Você se alegrou em Jesus pelo
que Ele fez e pelo que Ele passou a ser para você. Surgiu de repente em seu
coração um amor espontâneo por todas as pessoas, um deleite infantil pela vida,
proporcionando-lhe uma auréola de alegria de tal ordem que até os amigos
céticos comentaram. Por outro lado, se aceita a mensagem de que é possível
alguém se tomar filho de Deus mediante a obediência a regras e preceitos. Tal
mensagem faz sentido para a carne. Os
filhos de Deus morreram com Cristo para serem novas criaturas. Assim que, se alguém está em Cristo, nova
criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo. 2 Coríntios 5:17. Amém.
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