sábado, 27 de dezembro de 2008
A NECESSIDADE DO NOSSO TEMPO: VISÃO
Quando contemplamos o estado de coisas no mundo hoje, ficamos profundamente impressionados e oprimidos com a prevalecente doença da cegueira espiritual. Ela é a causa da doença do nosso tempo. Não estaríamos muito errados se disséssemos que a maior parte dos problemas, se não todos, que o mundo está sofrendo tem sua origem naquela raiz: a cegueira. As multidões estão cegas; não há dúvida sobre isso. Num dia em que se imagina ser um dia de inigualável iluminação, as multidões estão cegas. Os líderes estão cegos; guias cegos guiando outros cegos. Mas numa grande escala, o mesmo é verdadeiro com respeito ao povo de Deus. Falando de modo geral, os cristãos hoje perderam a visão de Cristo. A cegueira começa com aqueles que nunca viram que nasceram cegos. Depois há aqueles que receberam visão, mas não estão vendo muito, isto é, não claramente, ou seja, "homens andando como árvores", mas chegam a ver mais perfeitamente mediante uma posterior obra da graça. Depois há aqueles que têm visão real e nítida, mas para quem uma esfera ampla do pensamento e propósito divino ainda aguarda uma obra mais completa do Espírito Santo. "...para ...que vos conceda espírito de sabedoria e de revelação no pleno conhecimento dele, iluminados os olhos do vosso coração, para saberdes qual é a esperança do seu chamamento, qual a riqueza da glória da sua herança nos santos e qual a suprema grandeza do seu poder para com os que cremos. Efésios 1:17-19.
Creio que os olhos têm um lugar muito amplo na vida de Paulo. Quando seus olhos foram abertos espiritualmente, seus olhos foram cegados naturalmente, e podemos usar isso como uma metáfora. A utilização dos olhos religiosos naturais extremamente fortes pode ser apenas uma indicação de quão cegos somos, e pode ser que, quando tais olhos naturais religiosos forem cegados, veremos algo, e só quando isso acontecer é que veremos algo. Para muitas pessoas o que as impede de ver é o fato de verem demais na direção errada. Elas estão vendo com sentidos naturais, faculdades naturais da razão, intelecto e do conhecimento; tudo isso está no caminho. Paulo se levanta para nos dizer que, algumas vezes, para vermos em realidade, é necessário ficarmos cegos. É evidente que isso deixou sua marca nele, assim como o dedo do Senhor deixou Sua marca em Jacó, para o resto de sua vida. Paulo esteve na Galácia e mais tarde escreveu sua carta a eles: Pois vos dou testemunho de que, se possível fora, teríeis arrancado os próprios olhos para mos dar. Gálatas 4:15b.
Ele está dizendo que eles notaram sua aflição, estavam conscientes daquela marca que se estendeu desde o caminho de Damasco e sentiram por ele tanto que, se fosse possível, teriam arrancado os olhos para dar a ele. Mas é maravilhoso que a comissão que Paulo recebeu quando foi naturalmente cegado no caminho de Damasco foi toda sobre os olhos. Ele ficou cego e outros o levaram pela mão para Damasco. Mas o Senhor nesta hora lhe disse: Mas levanta-te e firma-te sobre teus pés, porque por isto te apareci, para te constituir ministro e testemunha, tanto das coisas em que me viste como daquelas pelas quais te aparecerei ainda, livrando-te do povo e dos gentios, para os quais eu te envio, para lhes abrires os olhos e os converteres das trevas para a luz e da potestade de Satanás para Deus, a fim de que recebam eles remissão de pecados e herança entre os que são santificados pela fé em mim. Atos 26:16-18.
Amados, a visão espiritual é sempre um milagre. Este fato leva com ele todo o significado da vinda do Filho de Deus a este mundo. A própria justificativa para a vinda do Senhor Jesus Cristo a este mundo é encontrada naquilo que está estabelecido na Palavra de Deus, pois é uma questão resolvida para o próprio Deus que o homem agora nasce cego: Eu vim como luz para o mundo, a fim de que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas. João 12:46. Essa declaração, como vocês sabem, foi feita exatamente naquela parte do Evangelho de João onde o Senhor Jesus está lidando com a cegueira. Enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo. João 9:5.
De modo que a visão espiritual é sempre um milagre do céu. Isso significa que aquele que vê espiritualmente tem um milagre logo no fundamento da sua vida. Toda a sua vida espiritual brota de um milagre, e é o milagre de receber a visão nos olhos que nunca viram. É exatamente aqui que a vida espiritual começa, onde a vida cristã tem seu início: no ver. Não sei o que você diz quando chega a uma reunião e curva sua cabeça para orar, mas faço uma sugestão. Ali pode estar sendo apresentado aquilo que veio de um milagre naquele que está pregando ou ensinando e você pode perder tudo. A sugestão é que você peça sempre ao Espírito Santo para operar aquele milagre em você novamente nesta hora, para que possa ver. Todas as vezes que formos ao culto devemos pedir ao Espírito Santo para que nos abra os olhos do nosso coração, para compreendermos a Sua Palavra. O apóstolo Paulo falando a diversas mulheres, houve dentre muitas uma chamada Lídia que o Senhor deu a ela visão, abrindo seu coração para crer naquilo que era ali pregado. Certa mulher, chamada Lídia, da cidade de Tiatira, vendedora de púrpura, temente a Deus, nos escutava; o Senhor lhe abriu o coração para atender às coisas que Paulo dizia. Atos 16:14.
Perder a visão espiritual é perder a característica sobrenatural da vida espiritual. Quando isso termina, não importa quão religioso você seja, o Senhor tem apenas uma palavra a dizer: compre colírio; essa é a sua necessidade. Isso nos traz à necessidade do nosso tempo, a necessidade que naturalmente é de toda hora, de todo dia, de toda era. Mas estamos mais e mais conscientes dessa necessidade em nossa época. Num sentido, podemos dizer que nunca houve um tempo em que houvesse uma necessidade maior de pessoas que pudessem e possam dizer: Uma coisa sei: eu era cego e agora vejo. João 9:25b.
Esta é a necessidade: aquele algo, aquele algo indefinido, que resulta em assombro e que você tem que dizer: "Aquele homem viu algo, aquela mulher viu algo!". É esse fator do "ver" que faz toda a diferença. Sim, é algo bem maior do que você e eu tenhamos desfrutado. Permita-me dizer-lhe de imediato que todo o inferno se une contra isso, e o homem cujos olhos foram abertos vai enfrentar o inferno. Este homem em João 9 teve que encará-lo de imediato. Eles o lançaram fora e até seus pais temeram ficar do lado dele, por causa do preço. Mas não sabemos como vê agora; ou quem lhe abriu os olhos também não sabemos. Perguntai a ele, idade tem; falará de si mesmo. João 9:21. Sim, este é nosso filho, mas não pressionem demais e não nos envolvam nisso; ide a ele, esclarecei tudo com ele e deixem-nos em paz. Eles viram um sinal de perigo e estavam tentando evitar a questão. Existe um preço para ver e pode custar tudo, por causa do grande valor de ver o Senhor e por ser oposto a Satanás, o deus dessa era, que cegou as mentes dos não-crentes.
Nisso a obra do diabo é desfeita. Envio-te para lhes abrires os olhos e os converteres das trevas para a luz e da potestade de Satanás para Deus. Satanás não vai aceitar isso, nem no início nem em qualquer medida. Ter visão espiritual é algo tremendo. Mas que grande necessidade hoje de homens e mulheres que possam permanecer espiritualmente na posição em que ficou este homem e dizer: Uma coisa sei: eu era cego e agora vejo. É algo grande estar nessa posição. Quanto eu não sei, mas uma coisa eu sei: eu vejo! Isso é algo que não acontecia antes. Tal experiência produz um impacto, uma certeza. Vida e luz sempre andam juntas na Palavra de Deus. Se um homem realmente vê, existe vida e elevação. Se ele está dando a você algo de segunda mão, algo estudado, lido, trabalhado, não existe vida nisso, a não ser talvez um falso e temporário interesse e fascinação passageira. Mas não existe vida real que faz as pessoas viverem. Para nós tocarmos as pessoas e lhes transmitir vida, temos que primeiramente sermos tocados pelo Senhor. Para nós levarmos vida as pessoas, temos que estar experimentando o morrer diário em nós. Levando sempre no corpo o morrer de Jesus, para que também a sua vida se manifeste em nosso corpo. De modo que, em nós, opera a morte, mas, em vós, a vida. 2 Coríntios 4:10 e 12.
Desde o início até a consumação, a vida espiritual deve ter este segredo nela: eu vejo! Logo no princípio, quando nascemos de novo, esta deveria ser a expressão ou pronunciamento espontâneo na vida. Nossa vida cristã deve começar ali. Para nos manter prosseguindo o Senhor tem que introduzir aquelas experiências em que é absolutamente necessário que vejamos o Senhor e O conheçamos de uma maneira nova. Isso deve ser assim por todo o nosso caminho até o fim. Pode ser uma série de crises de ver e ver novamente e novamente ver, à medida que o Senhor abre nossos olhos e sejamos capacitados a dizer como nunca dissemos antes: "Eu vejo!". De modo que não é o nosso estudo, nosso aprendizado, nosso conhecimento de livros, mas sim um espírito de sabedoria e de revelação no conhecimento dEle, os olhos do coração iluminados. E esse "ver" que manifesta o tom de autoridade tão necessário. Esse é o elemento, a característica exigida hoje. Não é apenas o ver pelo fato de ver, mas sim a introdução de um novo tom de autoridade. O mundo está desfalecendo pela ausência de autoridade, e essa autoridade está com aqueles que viram. E não seria isso que tinha tanto peso a respeito do Senhor Jesus. Leiamos Mateus 7:29. Porque ele as ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas.
Isso é bastante hostil. Os escribas eram as autoridades; se alguém quisesse uma interpretação da lei, ele ia aos escribas. Se quisesse saber qual era a posição autorizada, ele ia aos escribas. Mas Ele falava com alguém que tinha autoridade e não como os escribas. De onde vinha tal autoridade? Simplesmente porque em todas as coisas Ele podia dizer: "Eu sei!". Não é o que tenho lido, o que me foi contado, o que estudei, mas sim isto: "Eu sei! Eu vi!". Que o Senhor faça de cada um de nós pessoas cujos olhos foram abertos. Palavra daquele que ouve os ditos de Deus, o que tem a visão do Todo-Poderoso e prostra-se, porém de olhos abertos. Números 24:4. Amém.
CUIDADO COM A LÍNGUA
A maioria dos problemas enfrentados numa comunidade tem a ver com a língua. O ser humano é a única criatura com a capacidade de articular as palavras. Ele se comunica através da fala. Isto é uma benção! Contudo, o que é benção pode transformar-se em maldição. Depende do uso. Segundo Jesus, a boca é um retrato fiel do coração, ou seja, a boca fala os pensamentos que habitam no coração. Entretanto podemos perceber em nossa experiência diária que qualquer coisa que mova o coração, agita a língua. As palavras são as roupas dos pensamentos. Aquilo que ocupa o nosso coração acaba saindo pela nossa boca. Por isso, não pode ser puro o coração de alguém cuja língua não é limpa. O falar de uma pessoa denuncia o que está em seu coração e revela o tipo do seu caráter. Mateus 12:34. Raça de víboras, como podeis falar coisas boas, sendo maus? Porque a boca fala do que está cheio o coração.
Em um livro de provérbios chineses está escrito: “Pense antes de falar, mas não fale tudo que pensar”. Isto se encaixa perfeitamente para muitos cônjuges que acabam usando a língua para ferir um ao outro. Somos de certa forma, fruto daquilo que sai de nossa boca. Uma palavra pode destruir um relacionamento que seria cheio de alegrias e prazeres. Somos os principais afetados por nossas palavras de destruição. Sabendo da tremenda influência das nossas palavras, deveríamos ter muita cautela em falar corretamente, e jamais usarmos as nossas bocas para liberar a calamidade. Com certeza você já ouviu dizer que “palavras doem mais que um tapa e fere mais que um projétil”. Quantos cônjuges estão feridos por ouvirem palavras duras, ásperas e agressivas. Nós somos duros com as pessoas que estão próximas de nós do que com um estranho. Normalmente estas pessoas que estão próximas esperam de nós muito amor, e compreensão. Será que estamos oferecendo isto a elas? Quando nós lançamos palavras duras e injuriosas às pessoas que nos cercam, nós é que somos os principais afetados por estas mesmas palavras. Nossas palavras influenciam até a maneira de Deus nos julgar. Jesus estava tratando deste assunto quando disse: Digo-vos que de toda palavra frívola que proferirem os homens, dela darão conta no Dia do Juízo; porque, pelas tuas palavras, serás justificado e, pelas tuas palavras, serás condenado. Mateus 12:36-37.
Numa comunidade cristã, uma pessoa “linguaruda” causará terríveis danos à saúde da igreja. A língua tem um potencial destruidor. A maledicência atinge o ser humano por inteiro. É necessário refletir sobre os pecados da língua e sobre o nosso dever de refreá-la. Destruição, intrigas, inimizades, invejas, ira, fofocas são conseqüências desastrosas que podem surgir numa comunidade, se não atentarmos cuidadosamente sobre a nossa maneira de falar. Igrejas são divididas, famílias são desfeitas, amizades são destruídas, guerras surgem por causa de um mal uso da capacidade de articular as palavras. É bom refletir antes de falar. Nossas palavras, se proferidas maldosamente, têm conseqüências desastrosas. Sejamos cuidadosos. Vamos ler em 2 Timóteo 2:16-17. Evita, igualmente, os falatórios inúteis e profanos, pois os que deles usam passarão a impiedade ainda maior. Além disso, a linguagem deles corrói como câncer; entre os quais se incluem Himeneu e Fileto.
Esta psicologicamente provado que as coisas sobre as quais as pessoas gostam de falar e bisbilhotar são aquelas coisas que elas mesmas fazem, ou gostaria de fazer. Falar é o vício entorpecente da maioria das pessoas, é por isso que muita gente deseja falar, ainda que não tenha nada a dizer. Certa vez ouvi alguém dizer que: “devemos falar somente quando nossas palavras forem melhor que o silêncio”. Quantas vezes nós ouvimos ou mesmo proferimos frases e palavras que ferem as pessoas que nós tanto amamos, como por exemplo: “Arrependo-me em ter me casado com você”, você vai me pagar, pelo que está me fazendo”, “oh, seu burro, não sei para que você nasceu”, “você é igual a seus pais”, “eu ainda vou largar de você, pois você não vale nada”, “você vai morrer pobre”. As palavras podem contaminar como um vírus, pois há um poder de vida quanto de morte, ou seja, benção ou maldição. Vejamos o que nos diz a Palavra de Deus em 1 Pedro 3:10. Pois quem quer amar a vida e ver dias felizes refreie a língua do mal e evite que os seus lábios falem dolosamente.
Se existe algo que precisamos ter cuidado é com a nossa língua. Pois todas as declarações deverão ser muito bem pensadas. Precisamos saber que nossas palavras contêm um grande peso para abençoar e também para amaldiçoar. Vejamos algumas declarações que acabaram em terríveis conseqüências. Uma delas foi de John Lennon, alguns anos depois de dar uma entrevista a uma revista americana, ele disse: “O cristianismo vai se acabar, vai se encolher, desaparecer. Eu não preciso discutir sobre isso. Eu estou certo. Jesus era legal, mas suas disciplinas são muito simples. Hoje, nós somos mais populares que Jesus Cristo”. Lennon, depois de ter dito que os Beatles estavam mais famosos que Jesus Cristo, recebeu cinco tiros de seu próprio fã. Outra pessoa que também andou dizendo algumas besteiras foi Tancredo Neves. Na ocasião da campanha presidencial, disse que se obtivesse 500 votos do seu partido, nem Deus o tiraria da presidência da República. Os votos ele conseguiu, mas o trono lhe foi tirado um dia antes de tomar posse. Em um show no Canecão (RJ), Cazuza deu um trago em um cigarro de maconha e soltou a fumaça para cima e disse: “Deus essa é para você!”. Nem precisa falar em qual situação morreu esse rapaz. Leiamos junto Gálatas 6:7. Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará.
Tanto o conteúdo como a forma como se fala são responsáveis pelas feridas da alma. Uma língua frouxa freqüentemente deixa os ouvintes em apertos. Quantas cabeças têm rolado sob o corte afiado deste músculo ferino! Todos os dias, vidas e mais vidas são destroçadas com o poder de uma língua amolada. Nada é tão aberto para o engano como a boca, e nada é tão escorregadio como a língua. Uma boca escancarada e uma língua lisa são elementos propícios para a disseminação da fraude. Muitas pessoas têm caído espetacularmente por dar crédito a mensagens enganosas. As mentiras não têm pernas, mas voam rápido pelo dorso da língua. Uma língua fraudulenta tem poder destruidor maior que uma bomba atômica, pois os efeitos desta, por mais irradiação que tenha, ficam sempre localizados, mas a contaminação da língua roda o mundo em poucos instantes. Os boatos também fazem parte integrante da língua que ainda não foi tratada pela cruz de Cristo. Toda pessoa que conta boatos sofre de uma inflamação na língua. A doença da língua solta sempre reflete um caráter maldoso, murmurador e maledicente. A língua deles parece a língua das cobras venenosas, e as suas palavras são como o veneno das serpentes. Salmos 140:3 (LH).
Algum tempo atrás ouvi uma mensagem do pastor Glênio Fonseca Paranaguá, onde ele dizia algo muito importante sobre a língua maldita. Ele dizia que: “A língua maldita, ainda, é especialista em calúnia. Define-se calúnia como algo que entra por um ouvido podre e sai como vômito por uma boca fétida. “A calúnia é como lesma: deixa sempre o visco onde passa. O caluniador é o parente mais próximo do demônio, e o mais interessante com esta família é que, tanto os que divulgam como os que escutam se equivalem. A calúnia é um fogo devorador, que consome tudo em que toca, e enegrece o que não pode consumir.” A nossa língua deve ser instrumento para promover a paz e não de acusação ou maledicências. O nosso linguajar deve ser um veículo por onde a graça de Deus podem ser vistos. Devemos lembrar que, quando o nosso velho homem foi crucificado com Cristo foi incluída também nesta morte a “nossa língua”. Quem disciplina a língua, não somente evita grandes desgostos, mas livra-se de grandes dificuldades, e trabalha para a sua própria felicidade. A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para saberdes como deveis responder a cada um. Colossenses 4:6. Não adianta amordaçar alguém com regras, leis ou princípios, se o coração não for trocado pelo poder de Deus. O senhor Thomas Watson perguntava: “Como Cristo pode estar no coração quando o diabo toma posse da língua”? Só um coração transformado pode garantir uma linguagem edificante. A primeira providência para se ter uma conversa sadia é trocar, pelo poder da graça de Deus, o velho coração. Dar-lhes-ei um só coração e um só caminho, para que me temam todos os dias, para seu bem e bem de seus filhos. Jeremias 32:39. As palavras são o conteúdo do coração. Mudado o coração, modifica-se completamente a linguagem. O homem cheio de si, fala as coisas que lhe interessam e se preocupa em dizer aquilo que vai levar alguma vantagem. Mas, quando ele se torna esvaziado de si mesmo, pelo poder soberano de Cristo crucificado, então ele poderá ser cheio do Espírito Santo, e vir a falar uma linguagem santa. Gosto muito de uma declaração do pastor Baxter que dizia: “Uma das primeiras coisas que acontece quando alguém está realmente cheio do Espírito Santo não é falar em línguas, mas sim, aprender a dominar a língua que já tem”. Um coração cheio do Espírito Santo tem um timbre e uma fala que correspondem ao linguajar de nosso Senhor. Podemos estar certos de que quem tem uma vida santa vai ter uma conversa sadia e edificante. Por outro lado, uma grande parte das perturbações do mundo decorrem da combinação de uma mente estreita com uma boca larga. Falar uma linguagem sadia é produzir uma comunicação pura e saudável. Muitas enfermidades e doenças estão no teor da nossa conversa. A fala de um coração amargurado é amargosa. A conversa do deprimido é deprimente.A língua serena é árvore de vida, mas a perversa quebranta o espírito. Provérbios 15:4. Pensem comigo: Se a boca é uma expressão do coração, e se o que eu falo é o estoque do que tenho armazenado, então eu tenho que cuidar muito bem dos meus pensamentos. Como pensa o homem no seu coração, assim ele é. Provérbios 23.7a. Por isso a principal ênfase daquele que foi alcançado pela graça de Deus é armazenar a Palavra de Deus em seu coração. Guardo no coração as tuas palavras, para não pecar contra ti. Salmos 119:11. Quem tem a Palavra de Deus habitando o seu coração terá com toda a certeza uma linguagem sadia que levará cura, saúde e salvação aos ouvidos aflitos deste mundo sofrido. Palavras agradáveis são como favo de mel: doces para a alma e medicina para o corpo. Provérbios 16:24. Amém.
CÉU OU INFERNO
A NATUREZA DAS EMOÇÕES NUMA EXPERIÊNCIA GENUÍNA
Neste versículo o apóstolo Pedro diz, sobre a relação entre cristãos e Cristo. Os cristãos a quem Pedro escreveu sofriam perseguição. Aqui, ele observa como seu cristianismo os afetou durante essas perseguições. Ele menciona dois sinais claros da autenticidade de seu cristianismo. O primeiro é o Amor por Cristo. "A quem, não havendo visto, amais." Os que não eram cristãos maravilhavam-se da prontidão dos cristãos em se expor a tais sofrimentos, renunciando às alegrias e confortos deste mundo. Para seus vizinhos incrédulos, estes cristãos pareciam loucos; pareciam agir como se detestassem a si mesmos. Os incrédulos não viam nenhuma fonte de inspiração para tal sofrimento. De fato, os cristãos não viam coisa alguma com seus olhos físicos. Amavam alguém a quem não podiam ver! Amavam a Jesus Cristo, pois viam-nO espiritualmente, mesmo sem poder vê-lO fisicamente. O mesmo deve acontecer com todo cristão: Não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas. 2 Coríntios 4:18.
O segundo sinal de um cristanismo autêntico é a alegria em Cristo. Embora o sofrimento exterior fosse terrível, suas alegrias espirituais internas eram maiores que seus sofrimentos. Essas alegrias os fortaleciam, possibilitando que sofressem alegremente. Pedro nota duas coisas sobre essa alegria. Primeiro, ele nos fala da origem dela. Ela resultou da fé. "Não vendo agora, mas crendo, exultais." Segundo, ele descreve a natureza dessa alegria: "alegria indizível e cheia de glória." Era alegria indizível, por ser tão diferente das alegrias do mundo. Era pura e celeste; não havia palavras para descrever sua excelência e doçura. Era também inexprimível quanto à sua extensão, pois Deus havia derramado tão livremente essa alegria sobre Seu povo sofredor. Depois, Pedro descreve essa alegria como sendo "cheia de glória." Essa alegria enchia as mentes dos cristãos, ao que parecia, com um brilho glorioso. Não corrompia a mente, como fazem muitas alegrias mundanas; pelo contrário, deu-lhe glória e dignidade. Os cristãos sofredores partilhavam das alegrias celestes. Essa alegria enchia suas mentes com a luz da glória de Deus, fazendo-os brilhar com aquela glória. Porque Deus, que disse: Das trevas resplandecerá a luz, ele mesmo resplandeceu em nosso coração, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Cristo. 2 Coríntios 4:6.
A doutrina que Pedro nos está ensinando é a seguinte: O culto verdadeiro consiste principalmente em emoções santas. Pedro destaca as emoções espirituais de amor e alegria quando descreve a experiência desses cristãos. Lembrem-se que ele está falando sobre fiéis que estavam sendo perseguidos. Seu sofrimento purificava sua fé, resultando em que "redunde em louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo" (v.7). Estavam, assim, em condição espiritualmente saudável, e Pedro ressalta seu amor e alegria como evidência de sua saúde espiritual. O cristianismo requerido por Deus não consiste em desejos fracos, opacos e sem vida, elevando-nos somente um pouco acima da apatia. Em Sua Palavra, Deus insiste muito que sejamos sérios, espiritualmente dinâmicos e que nossos corações se envolvam vigorosamente no cristianismo. O cristianismo verdadeiro deve ser como o apóstolo diz em Romanos 12:11-12: Sede fervorosos de espírito, servindo ao Senhor; regozijai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, na oração, perseverantes.
Esse envolvimento vivo, vigoroso do coração no verdadeiro cristianismo é o resultado da circuncisão espiritual, ou regeneração, a que pertencem as promessas de vida. Deuteronômio 30:6. O SENHOR, teu Deus, circuncidará o teu coração e o coração de tua descendência, para amares o SENHOR, teu Deus, de todo o coração e de toda a tua alma, para que vivas. Se não formos sérios no nosso cristianismo, e nossas vontades não forem vigorosamente ativas, nada somos. O Espírito Santo é o Espírito de poderosa e santa emoção, nos verdadeiros cristãos. É por isso que as Escrituras dizem que Deus nos deu um espírito de poder e moderação. Leiamos 2 Timóteo 1:7. Porque Deus não nos tem dado espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação.
Quando recebemos o Espírito Santo, dizem as Escrituras que somos batizados "com o Espírito Santo e com fogo". Esse "fogo" representa as santas emoções que o Espírito produz em nós, de modo que "nos arde o coração". A graça, naturalmente, tem intensidades, e existem cristãos em quem os atos da vontade dirigidos às coisas espirituais são comparativamente fracos. Entretanto, as emoções de todo verdadeiro cristão, ou seja, aquelas dirigidas a Deus, são mais fortes que suas emoções naturais e pecaminosas. Todo autêntico discípulo de Cristo ama-O acima de "pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs e ainda a sua própria vida”. E o que é mais interessante, as Escrituras colocam o verdadeiro cristianismo exatamente na emoção do amor: amor por Deus, por Jesus Cristo, pelo povo de Deus, e pela humanidade. O amor é a principal de todas as emoções. É o que Jesus ensinou quando alguém Lhe perguntou qual era o maior mandamento ele disse: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas. Mateus 22:37-40.
Isto fica muito claro para nós observarmos e percebermos o amor como a maior coisa no cristianismo, sua essência e alma, sem o qual tornam-se inúteis o maior conhecimento, dons e obras. Isto prova claramente que o verdadeiro cristianismo se encontra principalmente em nossas emoções. O amor não é, pois, somente uma das emoções, e sim, a maior delas, ou seja, a fonte de todas as outras. É do amor que surge o ódio - ódio pelas coisas que são contrárias ao que amamos. De um amor vigoroso, afetuoso e fervoroso a Deus surgem outras emoções espirituais: um ódio ao pecado; um temor de desagradar a Deus; gratidão a Deus por Sua bondade; alegria em Deus quando experimentamos Sua presença; tristeza quando nos distanciamos de Sua Palavra; esperança por um gozo futuro com Cristo; zelo pela glória de Deus. Da mesma forma, amor ao nosso próximo produzirá todos os outros sentimentos corretos em relação a eles. 1 João 4:21. Ora, temos, da parte dele, este mandamento: que aquele que ama a Deus ame também a seu irmão.
Se existiu uma pessoa que de fato teve muitas emoções nesta terra, este foi Jesus. Vemos que Jesus teve uma vida emocional forte e profunda durante Seus dias na terra, pois o próprio Senhor Jesus Cristo teve um coração extraordinariamente terno e afetuoso e expressou Sua retidão abundantemente em emoções santas. Teve o mais ardoroso, vigoroso e forte amor por Deus e pelos homens que jamais existiu. Foi Seu amor santo que triunfou no Getsêmane, quando lutou com o medo e a dor, e quando Sua alma ficou "profundamente triste, até à morte". Então, lhes disse: A minha alma está profundamente triste até à morte; ficai aqui e vigiai comigo. Mateus 26:38.
Todos os que são verdadeiramente espirituais não são deste mundo; são forasteiros aqui, pertencem ao céu porque morreram e ressuscitaram com Cristo. Nasceram do alto e o céu é sua pátria nativa; a natureza que recebem em seu nascimento celeste também é celeste. Portanto, a importância das emoções espirituais podem ser vistas a partir dos deveres que Deus designou como expressões de culto. Oração - Declaramos em oração as perfeições de Deus, Sua majestade, santidade, bondade e absoluta suficiência, nosso próprio vácuo e desmerecimento, nossas necessidades e desejos. Mas, por quê? Não para informar a Deus dessas coisas, pois Ele já as conhece, e certamente não para mudar Seus propósitos e persuadi-lO que deveria nos abençoar. Não, declaramos, porém estas coisas para mover e influenciar nossos próprios corações, e dessa forma nos preparamos para receber as bênçãos que pedimos. Louvor - O dever de cantarmos louvores a Deus parece não ter outro propósito que o de excitar e expressar emoções espirituais. Podemos encontrar somente uma razão para que Deus ordenasse que nos manifestássemos a Ele tanto em poesia como em prosa, e em cântico como pela fala. A razão é esta: quando a verdade divina é expressa em poemas e cânticos, tem uma tendência maior a se imprimir em nós e mover nossas emoções. Que farei, pois? Orarei com o espírito, mas também orarei com a mente; cantarei com o espírito, mas também cantarei com a mente. 1 Coríntios 14:15.
Agora quero chamar sua atenção para o perigo de pensarmos que não somos cristãos porque não tivemos algum tipo especial de emoção ou experiência. Do ponto de vista espiritual, esta é uma das manifestações mais comuns desta condição. Estou pensando em pessoas que ouviram outras dando o seu testemunho, mencionando alguma emoção maravilhosa que tiveram, e elas dizem a si mesmas: “Eu nunca tive isso”. E começam a conjecturar se realmente são cristãs. Amados, as emoções devem fazer parte do verdadeiro cristianismo, mas o fato de não termos sentido certas emoções especiais, não significa necessariamente que não somos cristãos. As emoções são essenciais, porém se pressupomos que certas emoções são essenciais, podemos muito bem nos tornar vítimas do diabo, passando o resto da nossa vida na infelicidade, presos em superficialidade e miséria, embora sejamos verdadeiramente cristãos. Portanto, evite o erro de concentrar demais em suas emoções. Acima de tudo, evita o terrível erro de colocá-las no centro. Salmos 34:8a. Oh! Provai e vede que o SENHOR é bom.
Voce nunca vai ver enquanto não provar; não vai saber, nem sentir, enquanto não experimentar. Devemos primeiramente experimentar a verdade como uma realidade em nossas vidas, porque a verdade é algo dirigido à nossa mente, ou seja,é o dom supremo de Deus ao homem; e é quando compreendemos a verdade e nos submetemos a ela, que as emoções se seguem. Nunca devo fazer a mim mesmo a pergunta: “Que sinto a respeito disso?” A primeira pergunta deve ser: “Creio nisso, aceito isso, isso tomou conta de mim?” Quero concluir este estudo dizendo que devemos pôr o único que tem o direito de estar ali, o Senhor da glória, que tanto nos amou, que foi à cruz e levou sobre Si o castigo e a vergonha dos nossos pecados, e morreu e também nos fez morrer em Seu corpo, para nos dar uma vida nova na ressurreição. Porque morrestes, e a vossa vida está oculta juntamente com Cristo, em Deus. Colossenses 3:3.
ADORAÇÃO QUE TRANSFORMA
O DEUS QUE SARA
No original hebraico, poderíamos traduzir, assim, a última parte deste versículo: "Eu sou o Senhor seu médico". Como promessa da Palavra de Deus, a cura divina é admitida como doutrina pela Igreja Cristã. É uma das ferramentas de que se serve o evangelista para alcançar o pecador. De igual modo, é impossível ler a Bíblia sem reconhecê-la de imediato como provisão divina à trágica queda de Adão, no Éden, que acabou por introduzir a enfermidade e a morte na experiência humana. Enfim, há bases bíblicas e históricas para se acreditar plenamente na cura divina. Vamos ler em Salmos 103:3. Ele é quem perdoa todas as tuas iniqüidades; quem sara todas as tuas enfermidades. Vamos ler também em Mateus 4:23. Percorria Jesus toda a Galiléia, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando toda sorte de doenças e enfermidades entre o povo.
Agora um coisa muito importante é verificarmos a causa das doenças. A enfermidade entrou no mundo em conseqüência do pecado. No jardim do Éden não havia doenças, nem fraqueza, amargura ou dor. Mas por causa do pecado, o homem tornou-se sofredor e sujeito à morte. Embora a doença física não seja o resultado direto do pecado, a queda de Adão trouxe, enfermidades, desgostos e sofrimentos para toda a humanidade. Entretanto, há outras causas para as doenças além da queda. Como podemos observar, tal fato expressa-se de várias maneiras: descuido nos hábitos alimentares, sono insuficiente, falta de higiene pessoal, abuso de medicamentos, pensamentos pecaminosos etc. Nalgumas culturas, onde as normas de higiene não são devidamente observadas, as doenças predominam de maneira extraordinária. Os males gastrointestinais e muitas outras enfermidades são o resultado de dietas inadequadas, desnutrição e comprovada ausência de asseio. Outro fator de grande prejuízo para o corpo humano é o excessivo esforço mental, ou físico, pois tudo isso desgasta a saúde. Vejamos um exemplo em Filipenses 2:30. Visto que, por causa da obra de Cristo, chegou ele às portas da morte e se dispôs a dar a própria vida, para suprir a vossa carência de socorro para comigo.
Indubitavelmente, Epafrodito havia se excedido a si mesmo no trabalho do Senhor, e em seus préstimos ao apóstolo Paulo. Um exagero evidente em seu zelo pelo Reino de Deus. Em nossa movimentada sociedade, onde todos correm para lá e para cá, é necessário que tenhamos momentos de recreação e entretenimentos apropriados, que funcionem como válvula de escape, a fim de aliviarmos a pressão psicológica. Outra coisa que precisamos examinar são os acidentes infantis, ou ferimentos, cujos danos não são detectados imediatamente, poderão, mais tarde, resultar em problemas físicos e mentais, com sérias complicações. Também existem muitas doenças por permissão divina. Acredito que, em certos casos, Deus age duramente para atrair a atenção de seus filhos, impingindo-lhes doenças ou juízos. Devemos levar em conta também que, através do sofrimento, o Senhor capacita-nos a consolar aqueles que se acham em dificuldades. Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai de misericórdias e Deus de toda consolação! É ele que nos conforta em toda a nossa tribulação, para podermos consolar os que estiverem em qualquer angústia, com a consolação com que nós mesmos somos contemplados por Deus. 2 Coríntios 1:3-4.
Alguém que tenha enfrentado longa enfermidade, ou rigoroso pesar, e passa então a desfrutar do alívio proporcionado pelo toque de Cristo, torna-se mais perseverante no orar, mais compassivo no aconselhar e mais amoroso no ajudar o próximo. Vamos considerar algumas fontes que Deus pode usar para nos curar. Por causa de seu amor para com a humanidade, e de seu vivo interesse para que o homem seja uma criatura sadia, gozando de boa saúde física, mental e espiritual, Deus providenciou vários meios e fontes para a cura da humanidade. E uma fonte é a natureza. Através da natureza, Deus nos tem proporcionado meios de restauração tais como: produção de nova pele, quando nos queimamos; e o fechamento de feridas, quando nos ferimos. Outra fonte deixada por Deus e usada por muitos é a medicina cientifica. A Bíblia de modo algum condena a medicina. Louvo a Deus pela sabedoria que Ele tem repartido com o homem, e pelos modernos milagres realizados pela ciência médica. Na verdade, a medicina científica e a cura divina não se opõem uma à outra. Complementam-se para restituir ao homem a boa saúde. Há uma exceção: quando a ciência médica esgota seus recursos, não mais podendo ajudar-nos, então Deus abre as portas às realizações sobrenaturais. Jesus não condenou a mulher que sofria de fluxo de sangue por ter consultado os médicos. Lucas 8:43 e 48. Certa mulher que, havia doze anos, vinha sofrendo de uma hemorragia, e a quem ninguém tinha podido curar e que gastara com os médicos todos os seus haveres. Então, lhe disse: Filha, a tua fé te salvou; vai-te em paz.
Também vemos na palavra de Deus que embora Paulo tivesse os dons de curar cooperando-lhe no ministério, fazia-se acompanhar, em suas jornadas, por Lucas, o médico amado. Certamente, a fé não é prejudicada quando alguém procura um médico para diagnosticar e tratar uma enfermidade. Muitas vidas seriam salvas se as doenças, aos primeiros sintomas, fossem diagnosticadas e logo tratadas. Louvo a Deus pelos muitos médicos cristãos em todo o mundo, que não apenas diagnosticam e tratam as enfermidades, como também oram por seus pacientes. Quero mostrar através da palavra de Deus alguns modos pelos quais a cura divina foi obtida no passado. A rigor, tais métodos não se constituem numa receita fixa, pois o Senhor tem um modo particular para agir em cada ocasião. Devemos fazer nossa intercessão pessoal pelos enfermos. Números 12:13. Moisés clamou ao SENHOR, dizendo: Ó Deus, rogo-te que a cures. Também devemos fazer orações coletivas. Exemplo: Tiago 5:16. Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para serdes curados. Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo.
A maior prova do desejo divino em curar o homem é que Deus, em sua Palavra, promete realmente fazê-lo. Foi Ele mesmo quem providenciou tais meios, como já vimos anteriormente. Se assim não fora, seríamos incapazes de estabelecer uma base bíblica para o assunto. Aquele que providenciou os meios para a salvação e a redenção, não deixou de providenciar também os meios para a cura. Deus deseja curar o homem. Como é maravilhoso observar o "Deus Encarnado" declarando: "EU QUERO". Palavras não poderiam descrever melhor a compaixão e a disposição do Senhor em curar o doente. Ora, descendo ele do monte, grandes multidões o seguiram. E eis que um leproso, tendo-se aproximado, adorou-o, dizendo: Senhor, se quiseres, podes purificar-me. E Jesus, estendendo a mão, tocou-lhe, dizendo: Quero, fica limpo! E imediatamente ele ficou limpo da sua lepra. Mateus 8:1-3. Uma importante fração do ministério de Cristo foi despendida na obra de curar e libertar. Desgastou-se tanto nesse serviço que, em várias ocasiões, ele e seus discípulos viram-se obrigados a tirar um tempo para recuperar as forças físicas e mentais. E ele lhes disse: Vinde repousar um pouco, à parte, num lugar deserto; porque eles não tinham tempo nem para comer, visto serem numerosos os que iam e vinham. Marcos 6:31.
O Senhor Jesus Cristo após nos libertar na cruz, nos fazendo morrer nEle e nos ressuscitar juntamente com Ele, declarou que a cura divina seria um sinal do compromisso divino com a Grande Comissão. Isso aconteceu depois de sua crucificação e ressurreição, quando Ele ainda instruía os discípulos acerca das responsabilidades do Reino e a tarefa de evangelizar o mundo. Agora precisamos copreender uma coisa muito séria: O principal objetivo de Deus em primeiro lugar é que o homem seja salvo através do Evangelho. Pois toda pessoa que não crer no Evangelho será condenado. Portanto, não adianta nada uma pessoa ser curada de uma doença por Deus e quando morrer ir para o inferno. A cura nunca poderá preceder a pregação do Evangelho. E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura. Estes sinais hão de acompanhar aqueles que crêem: em meu nome, expelirão demônios; falarão novas línguas; pegarão em serpentes; e, se alguma coisa mortífera beberem, não lhes fará mal; se impuserem as mãos sobre enfermos, eles ficarão curados. Marcos 16:15-18.
Jesus claramente afirmou que o restabelecimento de um enfermo, pela imposição de mãos, seria um sinal de que Deus estava cooperando com os cristãos no desempenho da tarefa de proclamar o Evangelho. Enfermidades são conseqüências da queda do homem no Éden. Não há dúvida de que Cristo levou sobre si nossas dores, bem como nossos pecados. Almejando fazer-nos "sãos", ele carregou com nossas enfermidades. Que amoroso Salvador e Senhor! 1 Pedro 2:24. Carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça; por suas chagas, fostes sarados.
Um de seus nomes é Jeová-Rafá, "O Senhor que cura". Seu próprio nome revela seu desejo de curar. O salvo deve ter um forte fundamento doutrinário a fim de evitar o fanatismo, o misticismo e o engano. Satanás tem feito imitações, e usado o óbvio para confundir o cristão acerca do sobrenatural. Há também homens vorazes que procuram tirar vantagens do miraculoso para ganho próprio, logrando iludir até mesmo os escolhidos. Precisamos estar conscientes acerca de alguns fatos: Os dons de curar são concedidos pelo Espírito Santo. Nenhum homem pode roubar a glória de Deus; e, desta, desfrutar impunemente. Curas genuinamente divinas são realizadas pelo poder do nome de Jesus. Um servo fiel jamais usurpará o poder de Deus, reivindicando a si próprio, o mérito da cura. O agradecimento do que recebe a cura, e do público em geral, deve ser dirigido sempre para Deus. Nenhum misticismo foi encontrado em quaisquer das curas operadas por Cristo ou pelos apóstolos. Elas eram realizadas abertamente, visível a todos, e homem nenhum recebia a honra a não ser o Pai Celeste. Pedro, porém, lhe disse: Não possuo nem prata nem ouro, mas o que tenho, isso te dou: em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, anda! de um salto se pôs em pé, passou a andar e entrou com eles no templo, saltando e louvando a Deus. Atos 3:6 e 8.
Está mais que patente que o ministério de Cristo inclui também a cura do corpo, aliás, quando Jesus Cristo cura, Ele cura perfeitamente ou totalmente. Por isso, também pode salvar totalmente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles. Hebreus 7:25.
Os líderes religiosos e o público em geral, nos dias de Cristo, não tinham dificuldade em acreditar no poder curador de Jesus. Seu maior problema era admitir que Ele tivesse autoridade para perdoar pecados. Hoje, aceita-se como verdade teológica o fato de que Ele tem poder para perdoar pecados e salvar o homem, mas têm-se dificuldades em acreditar que o Senhor Jesus possa de igual modo curar as doenças. O Senhor Jesus declarou àquela audiência incrédula: Ora, para que saibais que o Filho do Homem tem sobre a terra autoridade para perdoar pecados — disse ao paralítico: Eu te mando: Levanta-te, toma o teu leito e vai para tua casa. Marcos 2:10-11. Amém.
Pr. Cláudio Morandi
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
ADULTÉRIO ESPIRITUAL
Perguntaram-lhe, pois, os judeus: Que sinal nos mostras, para fazeres estas coisas? Jesus lhes respondeu: Destruí este santuário, e em três dias o reconstruirei. Replicaram os judeus: Em quarenta e seis anos foi edificado este santuário, e tu, em três dias, o levantarás? Ele, porém, se referia ao santuário do seu corpo. Quando, pois, Jesus ressuscitou dentre os mortos, lembraram-se os seus discípulos de que ele dissera isto; e creram na Escritura e na palavra de Jesus. João 2:18-22.
Nesta passagem, vemos o primeiro confronto real entre nosso Senhor e os líderes religiosos da nação judaica. Até então, eles se limitaram a observar passivamente, mas nesse momento decidiram começar a questionar Jesus. Nos Evangelhos, muito espaço foi dedicado a relatar as argumentações e discussões que foram travadas entre nosso Senhor e os líderes religiosos, como fariseus, escribas e outros. Portanto, sob todos os prismas, este é um dos mais importantes incidentes ao qual devemos considerar juntos, e gostaria de mostrar-lhe que esta é uma das mensagens mais prementes a ser dada à Igreja de Deus de nossos dias. Primeiramente, vamos deixar bem claro o cenário. Aqui, vemos o relato da reação dos líderes judeus com respeito ao que Jesus fez no templo. Sem dúvida alguma, entre os que O questionaram estavam algumas das pessoas que Ele expulsou. Eles pediram um sinal para Cristo, mas por que será que nosso Senhor se recusou a atender a solicitação dos religiosos judeus? Por que será que Ele os condenou? Aqui estão a resposta: Uma geração má e adúltera pede um sinal; mas nenhum sinal lhe será dado, senão o do profeta Jonas. Mateus 12:39.
Esta é a descrição da mentalidade daqueles que pedem por sinais da maneira errada. Agora, a palavra “má” significa uma atitude completamente errada, antagônica, que é oposta ao sentido de santo. Resumindo, ela significa o estado da alma de quem sustenta um relacionamento errado com Deus. Essa falta de percepção espiritual fica patente quando nosso Senhor contava uma parábola. Raramente, os fariseus e escribas conseguiam enxergar o ponto central. Tudo era reduzido ao nível deste mundo material. No capítulo 3 do Evangelho de João, vemos o grande Nicodemos cometer esse mesmo erro. Jesus lhe disse em João 3:3: A isto, respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. Veja a resposta de Nicodemos no verso 4: Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, voltar ao ventre materno e nascer segunda vez? João 3:4. Percebam como ele perde, completamente, o aspecto espiritual. Ele interpreta as palavras do Senhor em termos físicos. Nosso Senhor tem de dizer para nicodemos que estava falando de coisas espirituais, que não pertencem à carne. O apóstolo Paulo resumiu essa atitude materialista, uma vez e para sempre, em 1 Coríntios 2:14: Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.
Porque lhes falta essa compreensão e entendimento espirituais, as pessoas se inclinam para as coisas tangíveis e visíveis. Essa é a característica de uma “geração má e adúltera”. Todos aqueles que precisam de sinais para crer em Cristo são adúlteros espirituais e nunca podem ser verdadeiramente resgatados, porque sua fé não se apoiou na Palavra, mas em evidências. Estando ele em Jerusalém, durante a Festa da Páscoa, muitos, vendo os sinais que ele fazia, creram no seu nome; mas o próprio Jesus não se confiava a eles, porque os conhecia a todos. João 2:23-24.
Essa mentalidade adúltera é controlada pela curiosidade. Começa por olhar em redor, em direções que não deveria. A mentalidade adúltera não permite que os olhos permaneçam fixos sobre o Senhor, Seus mandamentos e Seu caminho, começando a ser controlada pela curiosidade maligna. Essas pessoas tendem a se interessar por sinais, por fenômenos e feitos espetaculares, como um fim, afastando-se de seus verdadeiros propósitos. Outra característica dessa mentalidade adúltera é o desejo ardente que apresenta, ou seja, possui uma inclinação pela sensação, pelo fantástico, pelo que é excitante e novo. Esta não é a característica de uma pessoa adúltera? “Ah! Aqui está muito parado! Nós desejamos algo novo e excitante!” Esta é a descrição que nosso Senhor faz de uma geração de pessoas que sempre está à procura de sinais. São muito parecidos com os religiosos de Atenas que não buscavam outra coisa senão as últimas novidades. Pois todos os de Atenas e os estrangeiros residentes de outra coisa não cuidavam senão dizer ou ouvir as últimas novidades. Atos 17:21.
Isso também leva a outras conseqüências. Incentivadas, movidas e controladas por tal espírito, as pessoas adúlteras, com o tempo, tomam o controle da vida nas mãos, decidindo o que fazer. Elas não podem se sentir entediadas. Tornam-se impacientes e tomam atitudes muito estranhas. Assumem o controle de cada situação, fazem exigências e dizem: “O que desejo, eu consigo”. Um espírito adúltero resulta em desejo que devem ser satisfeitos a qualquer custo. Pode envolver infidelidade, quebra de juramentos, sair do caminho normal, não importa o que seja necessário. Esse espírito leva a pessoa a dizer: “Eu tenho de satisfazer os meus desejos”. É dessa forma que o Senhor descreva a aparência e a mentalidade daqueles que sempre estão à procura de sinais. O Senhor Jesus sempre se recusa a atender essas exigências por sinais. E se você pensa que é Ele quem as atende, está equivocado. Há alguém que pode falsificar tais ações. O pai das exigências é o diabo. Vocês se lembram que o diabo colocou a mesma solicitação a Jesus, durante as tentações no deserto, pois ele solicitou um sinal: Disse-lhe, então, o diabo: Se és o Filho de Deus, manda que esta pedra se transforme em pão. Lucas 4:3.
No entanto, Jesus não o atendeu. Ao contrário, recusou-se totalmente a fazê-lo e respondeu ao diabo de forma indireta. Agora, como saber se somos culpados do pecado de adultério espiritual? Bem, nós devemos nos examinar se verdadeiramente estamos firmes na Palavra de Deus e na obra que Cristo realizou naquela cruz em nosso beneficio, quando Ele nos atraiu a Si e nos crucificou, nos fez morrer e juntamente com Ele nos ressuscitou. Porque o diabo fará tudo o que puder para arruinar o testemunho de nosso Senhor Jesus Cristo e nos desviar de Sua gloriosa salvação. O próprio Senhor afirmou que, próximo do fim, satanás realizaria “grandes sinais e prodígios” para enganar se possível os próprios eleitos. Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos. Mateus 24:24.
E o apóstolo Paulo escrevendo aos Tessalonicenses os exortou dizendo que eram para eles ter cuidado com os sinais nestes últimos dias. Ora, o aparecimento do iníquo é segundo a eficácia de Satanás, com todo poder, e sinais, e prodígios da mentira, e com todo engano de injustiça aos que perecem, porque não acolheram o amor da verdade para serem salvos. 2 Tessalonicenses 2:9-10.
Ao nos examinarmos, o que devemos olhar? Bem, aqui está o teste inicial: Se você encontrar em seu interior qualquer tendência a um descontentamento com relação a Deus e Seus caminhos, tenha cuidado. Se você não apreciar a grande salvação que alcançou, se tende a desprezá-la ou mencioná-la de forma depreciativa, tenha cuidado. Desde o primeiro momento, a vida cristã é miraculosa, incrível e assombrosa, e sempre devemos nos maravilhar com ela. Qualquer tendência, portanto, de diminuir ou depreciar alguma evidência da vida cristã é um perigoso sinal. Existe outro teste ainda mais importante que o mencionado: um espírito inquieto. Essa característica é sempre um sinal de adultério espiritual. Se você perceber-se agitado, desejoso de emoções e novas experiências, se em seu interior há sempre uma ânsia por tais acontecimentos, uma busca incansável, você está em uma condição extremamente perigosa. Quando nascemos de novo somos chamados a descansar na Pessoa de Cristo, e também, o Espírito Santo vai nos trazer o Seu glorioso fruto: Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade. Gálatas 5:22.
O cristão não deveria sentir inquietação, descontentamento e desejos incontroláveis. Todas estas são características de um espírito adúltero. Tenha cuidado quando ficar em estado permanente de ansiedade. Não há este tipo de sentimento prolongado na verdadeira experiência do Espírito. Há regozijo, exaltação, alegria, mas são sentimentos completamente diferentes da excitação carnal que é a marca de um espírito adúltero. Porém, repito: se você começar a buscar outras coisas que não a Ele, com certeza se desviará. Uma vez que tenha conseguido desviar você de olhar para o Senhor, o diabo continuará exercendo pressão sobre você. Portanto, mantenha seus olhos fixos no Senhor Jesus Cristo. Expresse-Lhe que deseja ter tudo o que tem reservado a você. Diga-lhe em oração que você deseja conhecê-lo, conhecer o Seu amor. Não quero sentir o êxtase pelo êxtase. Não desejo ver sinal algum. Antes de tudo, desejo conhecer-Te, Senhor. São os nossos desejos de conhecê-lo que o Senhor se agrada. Jeremias 9:24. Mas o que se gloriar, glorie-se nisto: em me conhecer e saber que eu sou o SENHOR e faço misericórdia, juízo e justiça na terra; porque destas coisas me agrado, diz o SENHOR.
Submeta-se total e intimamente a Ele. Isso pode levar o Senhor a mostrar-lhe os sinais mais incríveis. Porém, Ele é quem decide isso, não você. Não tente dar ordens ao Senhor e não se impaciente. Não faça exigências, pois, se agir assim, estará completamente equivocado. Caia aos Seus pés e espere por Ele. Busque, solicite, bata à porta, persista nesse proceder. Não tente apressá-Lo e, tampouco, auxiliá-lo. O Senhor não necessita de sua ajuda. Você estará abrindo a porta para métodos psicológicos se tentar ajudar o Senhor de alguma forma. Continue suplicando, espere Nele somente. Não deposite sua esperança em ninguém mais. E, no devido tempo e de sua própria maneira, talvez Ele lhe conceda tal sinal de assombro e maravilha, uma sensação se Sua gloriosa e santa Pessoa. Sim, Ele pode realizar milagres, pois é capaz de executar toda sorte de coisas maravilhosas, mas Ele deixou bem claro desde o princípio, que somente faz tais coisas no devido tempo e à Sua maneira, para as pessoas que, com sinceridade, buscam conhecê-Lo e a Sua glória, pessoas que tem uma visão e compreensão espirituais. Pessoas que sabem esperar pelo Seu trabalhar. Porque desde a antiguidade não se ouviu, nem com ouvidos se percebeu, nem com os olhos se viu Deus além de ti, que trabalha para aquele que nele espera. Isaías 64:4. Amém.
Pr. Cláudio Morandi
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
REPENTINA DESTRUIÇÃO
Irmãos, relativamente aos tempos e às épocas, não há necessidade de que eu vos escreva; pois vós mesmos estais inteirados com precisão de que o Dia do Senhor vem como ladrão de noite. Quando andarem dizendo: Paz e segurança, eis que lhes sobrevirá repentina destruição, como vêm as dores de parto à que está para dar à luz; e de nenhum modo escaparão. I Tessalonicenses 5:1-3.
Quero deixar uma coisa bem clara nesta manhã para que ninguém fique temeroso com relação aos acontecimentos dos útlimos dias. Os juízos de Deus atacam repentinamente, mas não sem aviso. Deus prometeu que nada faria, incluindo fazer justiça, sem contar aos seus profetas o que viria. Vamos ler esta verdade em Amós 3:7: Certamente, o SENHOR Deus não fará coisa alguma, sem primeiro revelar o seu segredo aos seus servos, os profetas.
Temos de estar sempre atentos à voz da trombeta. Trombeta significa a voz de advertência. Noé fez soar a última trombeta à sociedade condenada, no segundo mês, no décimo sétimo dia. Deus é tão minucioso que indica até o dia! Por cento e vinte anos a trombeta esteve nos lábios de Noé, advertindo e anunciando o juízo de Deus. Então, na noite do décimo sexto dia, no segundo mês, Deus fechou o patriarca e sua família na arca, fazendo-o saber que hoje à noite soa a última trombeta! Amanhã, a Mãe Terra terá justiça!" No ano seiscentos da vida de Noé, aos dezessete dias do segundo mês, nesse dia romperam-se todas as fontes do grande abismo, e as comportas dos céus se abriram, Gênesis 7:11.
E não é de admirar que o dia de juízo virá quando a sociedade ficar obcecada com a prosperidade e a segurança. A destruição repentina estará prestes a irromper no dia que a mente dos homens estiver concentrada nas riquezas. Loucura pelo dinheiro! Ganância! Acumular! Entesourar! Jesus advertiu-nos de que será um tempo quando o coração dos homens desmaiarem de medo, observando as coisas terríveis que acontece sobre a terra. Os homens buscam ansiosos alguma coisa certa, alguma coisa segura. O texto não diz que será um tempo de paz e segurança, apenas que eles dirão; "Paz e segurança." Será sobre isso que todos conversarão. Os assuntos versarão sobre dinheiro, coisas, investimentos, como encontrar um lugar seguro para seus bens! Mas vejamos o que diz a Palavra de Deus em Lucas 12:20-21: Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será? Assim é o que entesoura para si mesmo e não é rico para com Deus.
Nunca na história do mundo os homens se tornaram tão impelidos por uma busca ao dinheiro. Prosperidade é o sonho mundial! O mercado de ações tornou-se um gigantesco cassino. Milhões de pessoas jogam na loteria, na esperança de enriquecer-se da noite para o dia. Por que tal obsessão para fazer-se próspero? Por que todos sabem que a tormenta se aproxima! O mundo inteiro aguarda com ansiedade aquele dia quando a desintegração financeira atacar. Estão tentando assegurar-se contra aquele tempo horrível, esperando superar a tempestade. A obsessão da prosperidade tem corrompido até mesmo a igreja. Como Paulo ficaria triste se soubesse que chegaria um dia quando os ministros do evangelho tornariam a aliança de Cristo numa aliança de dinheiro! A igreja outrora levantava-se perante o mundo como um testemunho contra a ganância e o materialismo, contra o amor às coisas, contra o amor do indivíduo a si mesmo, contra o acúmulo de riquezas e a cobiça. Exorta aos ricos do presente século que não sejam orgulhosos, nem depositem a sua esperança na instabilidade da riqueza, mas em Deus, que tudo nos proporciona ricamente para nosso aprazimento; 1 Timóteo 6:17.
A repentina destruição pode significar mais do que um holocausto da bomba atômica. Por um só acontecimento repentino, uma só catástrofe, o sonho do mundo pode tornar-se um horrível pesadelo. Coramos de vergonha ao ouvir que um pregador gastou fortunas de dinheiro com carros fantásticos, jóias, casas luxuosas, vinhos caros! hoje o nome de Jesus tornou-se alvo de piadas e sátira. Jesus tornou-se a canção dos ébrios! Basta você ficar apenas alguns minutos diante da televisão que você verá em algum noticiário, onde o mundo inteiro é informado de que o grande pregador contra o pecado foi apanhado em flagrante pecado de prostituição! Em meio a tudo isso, estas terríveis palavras do apóstolo Pedro soam verdadeiras: Porque a ocasião de começar o juízo pela casa de Deus é chegada; ora, se primeiro vem por nós, qual será o fim daqueles que não obedecem ao evangelho de Deus? 1 Pedro 4:17.
Amada igreja o juízo de Deus em sua casa são tão repentinos e amedrontadores, que os ouvidos dos homens tinem quando ouvem falar deles! Quando Deus julgou a casa de Eli, ele disse: Eis que vou fazer uma coisa em Israel, a qual todo o que a ouvir lhe tinirão ambos os ouvidos. Porque já lhe disse que julgarei a sua casa para sempre, pela iniqüidade que ele bem conhecia, porque seus filhos se fizeram execráveis, e ele os não repreendeu. 1 Samuel 3:11 e 13. Quando Deus julgou a Israel e a casa de Manasses por corrupção, ele disse: Eis que hei de trazer tais males sobre Jerusalém e Judá, que todo o que os ouvir, lhe tinirão ambos os ouvidos. 2 Reis 21:12.
Tinir os ouvidos em hebraico significava: "vibrar os ouvidos e fazê-los ficar vermelhos de vergonha." Até o ímpio terá ouvidos ruborizados! Se Deus vibrar os ouvidos desta nação pelo que eles vêem e ouvem de seus juízos sobre a igreja, que tipo de juízos repentinos e temíveis cairão sobre esta sociedade? Os veículos noticiosos desta nação têm-se deleitado em fazer comédia dos cristãos. Têm feito a nação descrer de toda pregação de santidade, convertendo todos os ministros em charlatães e vigaristas! As salas de bares estão infestadas de zombadores. Eles erguem seus drinques para brindar, rindo-se: "A todos os pregadores do fogo do inferno!" Contudo, seria melhor que obtivessem um resultado mais alto, porque tudo isso vai mudar da noite para o dia! Deus tinirá os ouvidos do mundo agora porque a sociedade é a próxima, nossos governos são os próximos e nossas instituições financeiras são as próximas! A palavra destruição, conforme empregada aqui, refere-se a ruína, morte! Ruína e morte repentina! O juízo na casa de Deus é Deus disparando um tiro de advertência sobre a proa do navio do estado. Em breve ele exigirá um golpe certeiro! Os homens não vão querer ouvir e tentarão tapar os ouvidos. As notícias serão inacreditáveis! Chocantes! Esses, todavia, como brutos irracionais, naturalmente feitos para presa e destruição, falando mal daquilo em que são ignorantes, na sua destruição também hão de ser destruídos, 2 Pedro 2:12.
Jesus disse que devemos regozijar-nos quando estas coisas acontecerem, porque significa que nossa redenção está próxima. Mas quem são esses que podem regozijar-se à beira de tanta destruição? Deus está chamando o seu povo para vigiar e ser sóbrio, visto que o dia da destruição se aproxima. Uma vez que cremos em nossa morte e ressurreição com Cristo, somos filhos da luz e agora o que nos cabe é vigiarmos e sermos sóbrios. Porquanto vós todos sois filhos da luz e filhos do dia; nós não somos da noite, nem das trevas. Assim, pois, não durmamos como os demais; pelo contrário, vigiemos e sejamos sóbrios. 1 Tessalonicenses 5:5-6.
O que ele está dizendo é: "Aquilo que é para este mundo uma trágica noite de trevas e destruição, é o raiar de um novo dia para todos que vigiam e são sóbrios. Este dia de trevas e de juízo abrasador nada tem a ver conosco!" Tão certo como não somos deste mundo, não estamos destinados para trevas e destruição, pois Deus não nos destinou para a ira, mas para alcançar a salvação, por nosso Senhor Jesus Cristo. 1 Tessalonicenses 5:9.
Quando as dores de parto aumentam, isso significa algo glorioso para a noiva de Cristo! É sua contagem regressiva para a destruição; é nossa contagem regressiva para a glória! É o encontro deles com a ira; é nosso encontro com a ressurreição! Eles chorarão e rangerão os dentes; nós nos regozijaremos e daremos brados de alegria! Portanto, estejamos atentos! Talvez neste exato momento você esteja bebendo o vinho diabólico da destruição, o vinho de quem anda sempre ocupado com as coisas do mundo e não tem tempo para Deus. A Bíblia avisa que Satanás tentará enganar, se possível fosse, até os eleitos. Muitas vezes me tenho perguntado como seria isso possível. Não é por adultério, imoralidade, orgulho, maus hábitos, mas por deixar que algo bom, algo que vale a pena, domine o coração, ou seja, pelo uso do que é legítimo ao ponto de induzir ao erro o coração e consumir todo o nosso tempo. Portanto estejamos sempre vigiando, porque Pedro nos diz que: Virá, entretanto, como ladrão, o Dia do Senhor, no qual os céus passarão com estrepitoso estrondo, e os elementos se desfarão abrasados; também a terra e as obras que nela existem serão atingidas. Visto que todas essas coisas hão de ser assim desfeitas, deveis ser tais como os que vivem em santo procedimento e piedade, Por essa razão, pois, amados, esperando estas coisas, empenhai-vos por serdes achados por ele em paz, sem mácula e irrepreensíveis, 2 Pedro 3:10,11 e 14.
Quão maravilhoso é saber que não temos necessidade de temer os pavorosos dias de ira e indignação que estão logo adiante. Vivos ou mortos, somos do Senhor. A repentina destruição com certeza virá sobre os perversos; mas a glória repentina aguarda os vencedores. Este não é tempo de estar flertando com algum pecado oculto. Não é tempo de estar ociosos durante horas em frente à TV, desperdiçando preciosos momentos que deviam ser passados em oração e devoção. A trombeta de Deus está soando alto e claro. Não temos desculpas, e em breve seremos sobressaltados pelas velozes e nefastas explosões de terror, desastres e tribulações pelo mundo todo. Os que conhecem o Senhor e andam na sua justiça não terão medo. Eles estarão nas linhas de frente do campo de batalha espiritual, e vencendo todos os principados e forças das trevas pela oração intercessora. Faríamos bem em crer nisso e ter nossos corações preparados. AS MUDANÇAS ESTÃO CHEGANDO - MUDANÇAS INCRÍVEIS. Repentinas e nocivas! Mas também, num abrir e fechar de olhos, aqueles que foram crucificados com Cristo, que são os autênticos filhos de Deus serão transformados de mortais para imortais. Porque é necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que o corpo mortal se revista da imortalidade. 1 Coríntios 15:53. Amém.
Pr. Claudio Morandi
O AMOR BÍBLICO
A segunda ordem é uma extensão ou expressão da primeira: "Amarás o teu próximo como a ti mesmo" (Mc 12.31). João acrescentou detalhes a respeito. Ele descreveu a seqüência do amor. Em contraste com os mestres do amor-próprio, que dizem que as pessoas não podem amar a Deus e aos outros até que amem a si mesmas, João diz que o amor começa em Deus e, então, se estende aos outros: "Nós amamos porque ele nos amou primeiro. Se alguém disser: Amo a Deus, e odiar a seu irmão, é mentiroso; pois aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê. Ora, temos, da parte dele, este mandamento: que aquele que ama a Deus ame também a seu irmão" (1 Jó 4.19-21). Deus nos amou primeiro, o que nos capacita a amá-lO, o que se expressa, então, em amar uns aos outros. Desde o primeiro fôlego de Adão, os homens foram destinados a viver em relacionamento com Deus, e não como egos autônomos. A Bíblia inteira está apoiada nesse relacionamento, porque após responder ao fariseu, afirmando que o grande mandamento é amar a Deus e o segundo é amar ao próximo como a si mesmo, Jesus acrescentou: "Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas” (Mt 22.40). Jesus veio para nos livrar do ego e para restabelecer esse relacionamento de amor para o qual fomos criados. Durante séculos, foram escritos livros sobre amar a Deus e uns aos outros. Contudo, atualmente, cada vez mais, a igreja está sendo inundada por literatura ensinando-nos como amar-nos melhor, nos estimarmos mais, aceitar-nos como somos e desenvolvermos o nosso próprio valor. Graça e paz.
QUANDO DEUS USA O HOMEM
Porque, em tudo, fostes enriquecidos nele, em toda a palavra e em todo o conhecimento; assim como o testemunho de Cristo tem sido confirmado em vós, de maneira que não vos falte nenhum dom. 1 Coríntios 1:5-7a.
Deus espera de cada um de nós uma consagração perfeita. Todas as outras coisas são secundárias. Amigos e parentes, família, dinheiro, trabalho, tudo, ainda que seja lícito é secundário diante de Cristo. Dia e noite devemos consagrar a nossa atenção a Cristo. Deus em primeiro lugar, deve ser a nossa atitude para com Ele. Somente assim poderemos ser usados por Ele. Somente assim poderemos satisfazer o seu coração de amor. Pois se “é Cristo que vive em mim”, Deus deseja possuir a minha vida, e não somente ter o meu serviço. Eu sei que o desejo de muitos é servir a Cristo é trabalhar para Cristo, mas para isto devemos estar dispostos a fazermos a seguinte oração: "Senhor, eis aqui os meus pés, eu os dedico a Ti. Que nunca andem por onde não queres. Eis aqui também, Senhor, os meus olhos. Que nunca permaneçam fixados em alguma coisa que entristeça o Teu Espírito Santo. Que os meus ouvidos nunca estejam escutando o que desonre o Teu Santo Nome. Que a minha boca jamais profira uma palavra que não queiras ouvir. Que a minha mente nunca retenha um pensamento ou imaginação que possa apagar a consciência da Tua presença. Que o meu coração não conheça nenhum amor, ou se agrade com alguma coisa que não seja de Ti. Amém!". Esse é o preço em servir ao Senhor. Somos chamados para isto: E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou. 2 Coríntios 5:15.
Deus quer que sejamos cem por cento dele. Surge, portanto, a seguinte pergunta: Estamos nós inteiramente dedicados a Jesus Cristo? Somos completamente rendidos a Deus? Não noventa por cento, notem bem, mas cem por cento. Completamente dedicados a Deus. Peçamos a Ele, pois, que nos liberte de todas as "coisas"; que nos liberte do mundo, de nossas famílias e possessões, de tudo quanto significa a palavra "carne"; que nos liberte de tal forma que possamos dar-lhe toda a nossa atenção. Há muita coisa nesta vida que é lícita. Será que devemos nos abster até daquilo que nos é lícito, por amor do reino dos céus? Se o nosso ministério exigir, podemos viver separados de nossos entes queridos, até mesmo por períodos longos de tempo, a fim de que sejamos inteiramente de Deus? Sim. Podemos, por sua graça, nos erguer acima do mundo e da carne e libertos experimentar que o próprio Jesus Cristo, pelo Espírito que habita em nós, é suficiente para nos fazer viver como verdadeiras testemunhas dele. Ser um homem segundo o coração de Deus significa, portanto, pôr Deus em primeiro lugar; andar com Ele cada momento; abster-se de fazer o que lhe desagrada e abandonar tudo que possa entristecê-lo; levar uma vida de justiça e santidade diante dele; dar a Deus atenção integral e amá-lo acima de tudo. Respondeu-lhe Jesus: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Mateus 22:37.
Para conseguirmos o melhor de Deus devemos dar-lhe o nosso melhor e o nosso melhor é passar tempo com Ele. Para sermos homens ou mulheres segundo o seu coração temos que dar-lhe a nossa atenção integral. Para sermos vitoriosos precisamos nos consagrar inteiramente a Ele. Para vivermos temos que morrer para nós mesmos. Como é agradável essa vida e quão grande é a alegria da sua comunhão! Não há nada semelhante sobre a face da terra. Todo o sucesso do mundo não se pode comparar com esta benção. Ele é o "Lírio dos Vales", a "Estrela da Manhã", "a Rosa de Sarom", "o Escolhido dos Milhares", o "desejável das nações". O seu falar é muitíssimo doce; sim, ele é totalmente desejável. Tal é o meu amado. Cantares 5:16a.
Tenho procurado conhecer as qualidades necessárias ao homem que Deus usa no serviço cristão e, até agora, tenho descoberto que há alguns pontos essenciais. No entanto, estou absolutamente convencido de que qualquer homem que esteja disposto a pagar o preço pode ser usado por Deus, apesar da riqueza ou pobreza dos seus talentos e dons. Não talvez na medida de algumas outras pessoas, mas certamente na medida de sua capacidade, e se alguém não for usado a culpa é dele mesmo. O primeiro passo onde uma pessoa pode ser útil para Deus é que ela tenha um só propósito na vida. Um coração dividido nunca pode ficar completamente satisfeito. O homem com interesses variados raramente fará sucesso em qualquer ramo. Quem quer ter sucesso no comércio deve dedicar a maior parte do seu tempo e o melhor esforço da sua mente ao seu negócio. Um homem que passar uma parte do seu tempo no escritório e a outra na mesa do jogo, com certeza fracassará. Paulo era um homem de "um propósito". "Uma coisa faço", disse ele. Isto era o segredo do seu sucesso. Tinha no seu coração uma grande paixão, a de tornar conhecido o Evangelho, e se entregou plenamente a este trabalho. Escrevendo a Timóteo, deu-lhe este conselho: Medita estas coisas e nelas sê diligente, para que o teu progresso a todos seja manifesto. 1 Timóteo 4:15.
O segundo passo onde podemos ser úteis para Deus é que sejamos livres de quaisquer impedimentos. Ninguém precisa dizer-me o que o impede de ser usado por Deus. O Senhor sabe e a pessoa também. Ele precisa tratar isso com Deus. Pode ser somente um impedimento ou pode ser um pecado definido, possivelmente impureza de pensamento, palavras ou ações. Ainda pode ser ciúme, malícia, avareza, incredulidade ou interesse próprio de uma forma ou de outra. É possível que tenha certo vício. Seja qual for, é necessário que seja removido antes de poder ser usado por Deus. Lembremo-nos de que Acã causou o fracasso de Israel. Haverá um Acã no seu coração, alguma coisa escondida atrás da porta, um pecado que ninguém vê a não ser Deus? O povo julga que você é o que parece ser. Mas será que realmente o conhece? Ousa você abrir a cortina para que possam vê-lo como é? Vamos ler este texto de Isaías 59:1-2: Eis que a mão do SENHOR não está encolhida, para que não possa salvar; nem surdo o seu ouvido, para não poder ouvir. Mas as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça.
O terceiro passo como podemos ser usados pelo Senhor, é quando nos colocamos absolutamente à sua disposição. Às vezes procedemos como se tivéssemos medo de Deus, medo de dar-lhe controle pleno de nossas vidas. Que poderia fazer o oleiro se o barro recusasse render-se? Que poderia fazer o médico se o doente recusasse confiar nele? Que valor tem o soldado insubordinado? Os meus olhos procurarão os fiéis da terra, para que habitem comigo; o que anda em reto caminho, esse me servirá. Salmos 101:6.
O quarto passo, para sermos úteis a Deus é quando prevalecemos em oração. Os homens grandemente usados por Deus eram poderosos em oração. Pelas suas biografias se descobre que o desejo de oração predominava. Jacó exclamou: Não te deixarei ir se me não abençoares. Gênesis 32:26b. Deus respondeu: Lutaste com Deus e com os homens e prevaleceste. Gênesis 32:28b. O homem pode ser maravilhosamente preparado e habilitado para o serviço de Deus, mas se não tiver aprendido a prevalecer em oração não pode esperar a bênção de Deus no seu trabalho. Quero enfatizar a necessidade de cada um retirar-se para um lugar secreto a fim de prevalecer em oração, a oração que alcança o que se busca. Precisamos orar eficazmente e receber a resposta. E como é bom saber que o nosso Pai celestial jamais rejeita uma oração feita pelos seus filhos. Salmos 66:20: Bendito seja Deus, que não me rejeita a oração, nem aparta de mim a sua graça.
O quinto passo para Deus usar uma pessoa é aquela que é estudiosa das Escrituras Sagradas. A Palavra de Deus é nossa arma. Como pode alguém usá-la eficazmente sem uma fé inabalável no seu poder? É a única fonte de informação para o crente. Somente o homem que estuda intensa e diariamente a Palavra de Deus pode manejá-la como Deus quer. Você crê que o texto acerca do qual prega é a Palavra de Deus viva? E tem certeza de que não voltará vazia? Deus não pode usar o homem que duvida da sua Palavra. Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade. 2 Timóteo 2:15.
O sexto passo para sermos usados por Deus é ter uma mensagem viva e eficaz para o mundo perdido. Você espera ir a uma terra estrangeira? Muito bem, o que vai dizer ao povo? Você tem uma mensagem? Por que você vai? Se a sua missão é meramente o serviço social, educação religiosa ou reforma política, será melhor que fique em casa e deixe o serviço para os peritos em serviços sociais, para os professores, os médicos e os reformadores. Se a sua missão for levar a civilização ocidental ou meramente a religião cristã aos pagãos, será melhor deixar que os agentes do governo o façam. Há somente uma mensagem de bastante importância para tirar-nos de nossos lares confortáveis, levar-nos através do mar e dos ares, e colocar-nos no meio da perseguição, das zombarias, dos sacrifícios e grandes saudades, e esta mensagem é: Mas nós pregamos a Cristo crucificado, escândalo para os judeus, loucura para os gentios; 1 Coríntios 1:23.
O sétimo passo para sermos usados por Deus é uma pessoa que trabalha com a unção do Espírito Santo, ou seja, na absoluta dependencia de Deus. E nunca sequer pensem em ser testemunhas sem aquele poder, aquela unção derramada sobre vós. Leia as biografias dos homens de Deus e você descobrirá que cada um buscou e recebeu este revestimento de poder lá do alto. Uma pregação feita na unção do Espírito Santo vale mais que mil na energia da carne. Atos 1:8: Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra.
O mundanismo na igreja professa é somente um outro sinal do fim desta dispensação. As profecias da palavra de Deus estão literalmente se cumprindo. A sua vinda deve acontecer brevemente. Muita gente parece pensar que precisamos nos misturar com as pessoas do mundo e nos tornar semelhantes a elas a fim de ganhar almas e influenciar vidas para Deus. Mas quando o homem cai num poço ninguém pensa em se lançar dentro dele para o salvar. Ao contrário, fica em cima e, de lá, desce uma escada ou corda para ajudá-lo a sair. Os homens que ganharam almas e influenciaram outras vidas para Deus foram os que andavam com Ele muito acima das multidões, e desta altitude espiritual puderam levar outros para o mesmo nível. O único meio de ganhar outros é sermos diferentes deles e, portanto, fazê-los compreender o que lhes falta. Parece que nunca houve tempo em que fosse mais necessário acentuar a vida de separação do que hoje. O mundo se tem tornado tão religioso e a igreja tão mundana que quase se confundem. A linha demarcatória tem sido tão completamente apagada que igrejas, onde outrora via-se avivamento e cuja vida espiritual era profunda e forte, são hoje em dia apenas centros sociais. Quando nós morremos e ressuscitamos com Cristo, fomos desarraigado deste mundo perverso e fomos chamdos para fora, e está é a igreja que o Senhor quer usar. Sim meus irmãos, separação é a vontade de Deus. Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniqüidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas? Por isso, retirai-vos do meio deles, separai-vos, diz o Senhor; não toqueis em coisas impuras; e eu vos receberei, serei vosso Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-Poderoso. 2 Coríntios 6:14 ,17 e 18. Amém.
Pr. Claudio Morandi
PENSAMENTOS DE HOMENS DE DEUS
Não há nada que possamos fazer para Deus nos amar mais; não há nada que possamos fazer para Deus nos amar menos" (PHILIP YANCEY).
"Religião é a busca do homem a Deus, por isso há muitas religiões. Mas o Evangelho é Deus buscando o homem, por isso só há um Evangelho" (STANLEY JONES).
O poderoso efeito da cruz com Deus, no Céu, no apagamento da culpa, e na nossa renovada união com Deus, é inseparável do outro efeito - a destruição da autoridade do pecado sobre o homem pela crucificação do ego" (ANDREW MURRAY).
"Estar crucificado implica em três coisas. Primeiro, o crucificado tem os olhos sempre voltados para uma só direção; segundo, ele não pode voltar atrás; terceiro, ele não tem mais planos próprios" (A.W. TOZER).
"Há algo infinitamente melhor do que fazer uma grande coisa para Deus: estar onde Deus quer que estejamos, fazer o que Deus quer que façamos e não ter nenhuma vontade à parte da Dele"(G. CAMPBELL MORGAN).
Fiz uma aliança com Deus: que Ele não me mande visões, nem sonhos nem mesmo anjos. Estou satisfeito com o dom das Escrituras Sagradas, que me dão instrução abundante e tudo o que preciso conhecer tanto para esta vida quanto para a que há de vir. (Martinho Lutero).
Os homens, para serem verdadeiramente ganhos, precisam ser ganhos pela verdade. (C. H. Spurgeon).
A PRINCIPAL NECESSIDADE DO PECADOR
Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova dentro de mim um espírito inabalável. Salmos 51:10.
Há certos passos necessários antes que alguém se torne cristão, e o primeiro é que o homem precisa parar e pensar. Afirmo que é impossível ser cristão sem reflexão. Reconheço que há muitas pessoas que acham que um homem é cristão justamente porque ele não pensa e que aqueles que estão sem Cristo têm o monopólio do pensamento. Todavia, a Bíblia toda afirma que um homem não pode tornar-se cristão até que ele pense. E acerca do que ele deve pensar? Deve pensar acerca de si mesmo. Davi havia cometido um pecado terrível, um crime terrível. Ele foi culpado de homicídio, de adultério, e ainda se comportava como se não tivesse feito absolutamente nada. E teve que ser confrontado pelo profeta Natã, que mostrou-lhe o que havia feito e obrigou-o a encarar a si mesmo. Foi então que ele percebeu exatamente o que havia feito. Esse é sempre o primeiro passo. Se você é uma pessoa que não tem se detido e olhado a si mesmo, seja o que for a verdade sobre você, posso lhe dizer que ainda não é um cristão. É impossível ser cristão sem encarar a si mesmo e olhar para a sua própria vida. O mundo se esforça para impedir-nos de fazer isso. Com seus prazeres organizados e todas as suas atrações sugestivas, ele faz de tudo para impedir as pessoas de se deterem, pensarem e encararem-se a si mesmas e suas próprias vidas. Entre os quais também todos nós andamos outrora, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos, por natureza, filhos da ira, como também os demais. Efésios 2:3.
Mas aquele que é cristão já ultrapassou tudo isso. Ele tem parado e olhado, tem examinado, reconhecido certas coisas acerca de si mesmo, e feito uma confissão definida. Você encontrará isso no primeiro versículo deste Salmo. Tem misericórdia de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; apaga as minhas transgressões, segundo a multidão das tuas misericórdias. Salmos 51:1.
Então, o segundo passo é que um homem que se torna cristão é alguém que percebe sua total incapacidade. Ele reconhece sua necessidade de misericórdia e de perdão. É aquele que diz: “Tem misericórdia de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; segundo a multidão das tuas misericórdias, apaga as minhas transgressões”. Ele é alguém que tem visto que não pode livrar-se do sentimento de culpa, não pode encontrar paz e descanso para seu coração e mente como resultado de qualquer coisa que faça. Em desespero ele volta para Deus, o Deus que ele tem ofendido, e diz a si mesmo: “Minha única esperança está em Deus. O único que pode me dar paz é Aquele que mais tenho ofendido”. Então ele se lança sobre o amor, compaixão e misericórdia incomparável desse Deus único. Portanto, o ponto ao qual temos chegado é que o homem que não percebe que necessita de perdão não é cristão. Davi reconhecia que era um pecador e admitiu isto: Pequei contra ti, contra ti somente, e fiz o que é mal perante os teus olhos. Salmos 51:4a.
Contudo, observem que Davi não parou aí. Ele foi além disso. E quero enfatizar que todo verdadeiro cristão invariavelmente deve sentir sempre a necessidade de ir além desse ponto. A primeira coisa é que um homem se torna consciente da necessidade do perdão. Tenho certeza que todos nós sabemos algo acerca de uma consciência acusadora e atormentadora, do sentimento que temos errado e que queremos ficar livres daquele sentimento de culpa, a qual nos traz infelicidade. Queremos sentir descanso e paz. Esta é a primeira coisa que o pecador convicto pelo Espírito Santo sempre sente. É por isso que Davi orou: Purifica-me com hissopo, e ficarei limpo; lava-me, e ficarei mais alvo que a neve. Salmos 51:7.
Isso é algo que está sempre presente em todo verdadeiro cristão. Ele reconhece sua necessidade de uma nova natureza, ele reconhece a necessidade de um novo nascimento, de regeneração. O verdadeiro cristão é alguém que reconhece que não basta ser perdoado e decidir viver uma vida melhor; ele percebe que precisa ser criado de novo. A não ser que Deus faça alguma coisa no íntimo do seu ser ele está totalmente perdido. Ele reconhece que necessita nascer de novo, ou seja, ser criado novamente. Entretanto, deixem-me dizer de passagem que nada é tão estranho como a maneira que o homem, por natureza, sempre rejeita esta doutrina da regeneração. Às vezes eu penso que não há nada que demonstre tanto a profundidade do pecado no coração humano como essa rejeição da doutrina do novo nascimento. Quando nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo falou sobre isso, sempre foi perseguido. Certas pessoas não gostavam dEle porque mencionava isso. Quando Ele começava a expor a profundidade da iniqüidade no coração humano e falava acerca de um novo nascimento, elas invariavelmente não O compreendiam. Quando Jesus pregava o Evangelho (morte e ressurreição) aos discipulos, a reação deles era simplesmente esta: Eles, porém, nada compreenderam acerca destas coisas; e o sentido destas palavras era-lhes encoberto, de sorte que não percebiam o que ele dizia. Lucas 18:34.
O homem natural, o coração humano natural, não regenerado, rejeita esta grande e maravilhosa doutrina bíblica do novo nascimento e regeneração. E isso é igualmente verdadeiro hoje. As pessoas se assentam e ouvem um discurso ou sermão sobre o que é chamado de paternidade de Deus, ou a fraternidade do homem, e nunca rejeitam isso. Quando elas são exortadas a viver uma vida melhor, nunca fazem absolutamente nenhuma objeção. Elas dizem que isso é perfeitamente correto, e mesmo que sejam repreendidas por não viverem uma vida melhor, elas dizem que isso é perfeitamente verdade, totalmente justo e que poderiam melhorar. Mas se um pregador se levanta perante o homem natural e diz: “Você precisa nascer de novo, você precisa receber uma nova vida de Deus,” ele questiona: “Que doutrina estranha é essa?” O homem natural está preparado para admitir que ele não é cem por cento um santo; entretanto se você disser que ele que está absolutamente corrompido, e que não apenas carece ser cem por cento santo, mas se ele não nascer de novo então não pode ter esperança, ele ficará ressentido e perguntará: “O que você está sugerindo?” Ele sentirá que você o está insultando. O homem, como resultado do pecado e da Queda, certamente não perdeu sua capacidade para tirar uma dedução correta das afirmações que são feitas; e essa é precisamente a implicação da doutrina do novo nascimento. Nicodemos era mestre em Israel, no entanto perguntou a Jesus: Então, lhe perguntou Nicodemos: Como pode suceder isto? João 3:9a.
Vocês se lembram do diálogo que se seguiu. Claramente, no pensamento de Nicodemos havia alguma coisa como isto: “Eu O tenho observado e ouvido, e tenho chegado à conclusão que o Senhor tem alguma coisa que eu preciso. Eu sou um mestre em Israel, tenho um bom conhecimento, mas estou bem certo que o Senhor possui algo mais que eu. O que tenho de fazer para me tornar como o Senhor?” Nosso Senhor lhe disse: “Não é uma questão de acrescentar algo ao que você já tem; você precisa nascer de novo, você tem que voltar diretamente ao fundamento; não é adição, e sim, regeneração”. Mas nós não gostamos disso, não gostamos por natureza, de uma doutrina que afirma que estamos sem esperança, que somos tão pecaminosos, tão corrompidos, que não podemos ser aperfeiçoados, visto que devemos ser literalmente criados novamente. Rejeitamos a doutrina do novo nascimento porque é a doutrina que nos fala muito claramente, por implicação, que realmente não podemos corrigir a nós mesmos. Necessariamente precisamos nascer de novo. Não te maravilhes de te ter dito: Necessário vos é nascer de novo. João 3:7.
Por que devemos nascer de novo? Eis a questão. O que torna o novo nascimento uma necessidade absoluta se queremos verdadeiramente ser um cristão? A primeira resposta é esta: a infidelidade e a insinceridade da nossa natureza. Davi admitiu isso com estas palavras: “Eis que te comprazes na verdade (ou sinceridade) no íntimo”. Esse é o problema. Vocês percebem os passos que Davi deu. Ele examinou a si mesmo, reconheceu seus pecados, as coisas que praticou. Então deu mais um passo e disse: “Há alguma coisa podre dentro de mim, em meu coração, e em certo sentido não posso fazer nada a esse respeito, porque tenho visto que não posso confiar em mim mesmo. Careço de sinceridade nas profundezas da minha verdadeira natureza e ser”. Que confissão terrível para um homem fazer acerca de si mesmo! E mais, é algo que todo cristão necessariamente deve fazer. Jeremias colocou isso nestas palavras: Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá? Jeremias 17:9.
Você confia em si mesmo? Se confia é porque não conhece a si mesmo. Você ainda não descobriu as contradições, as distorções e a perversão em seu próprio coração? Você não chegou a ver a insinceridade que está bem no centro? Todos nós somos hipócritas, todos nós somos simuladores, todos nós aparentamos ser aquilo que não somos. Estaria eu exagerando ou estaria afirmando a pura verdade? Estaríamos felizes se nossas imaginações e pensamentos secretos fossem passados numa tela para que todos pudessem ver? Nenhum homem é um verdadeiro cristão até que reconheça que conhecimento humano, sabedoria humana e entendimento não são suficientes; até que ele chegue a ver como Pascal, um dos maiores filósofos de todos os tempos, que o supremo empreendimento da razão é conduzir um homem a enxergar os limites da razão e fazê-lo clamar por revelação. Eu preciso de sabedoria, necessito de luz. Necessito de luz sobre o meu próprio coração. Sou um mau terapeuta de mim mesmo, pois reconheço que não sou honesto comigo mesmo. Eu não encaro as coisas corretamente, sempre quero defender a mim mesmo; então não posso tratar a mim mesmo. Necessito de luz sobre mim vinda de fora. Necessito de mais sabedoria com respeito à minha verdadeira condição. Preciso de luz acerca da santidade, como viver uma vida santa. Eu preciso de luz sobre Deus, preciso da sabedoria que não posso prover a mim mesmo. Porque fazes resplandecer a minha lâmpada; o SENHOR, meu Deus, derrama luz nas minhas trevas. Salmos 18:28.
O Filho de Deus desceu à terra e tomou sobre si a natureza humana a fim de que pudesse começar uma nova humanidade, uma nova raça de pessoas para formar um novo reino. E o que Ele faz é isto: àqueles que vêm a Ele e reconhecem que necessitam de uma natureza pura dentro de si mesmos, Ele dá Sua própria natureza. Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; Gálatas 2:20a. Eu ficaria muito triste se alguém pensasse que o evangelho diz aos homens: “Sim, Deus é amor, e porque Deus é amor, Ele perdoa você em Jesus Cristo. Muito bem, por causa disso, vira-se uma nova folha e se começa a viver uma nova vida”. Isso seria para mim uma negação do evangelho. Não, o evangelho não simplesmente perdoa você e insta com você a voltar e viver uma vida melhor. Ele te dá uma nova vida. Ele propõe fazer-nos filhos de Deus, e nos tornar co-participantes da natureza divina. Sua mensagem é que Deus vem habitar em nós.Você não está entregue a si mesmo, você não está sendo enviado novamente à tarefa de tentar melhorar a si mesmo. Deus dá a você uma nova vida, um novo começo, um novo princípio. Você se torna um novo homem, e se verá num novo mundo, com um novo poder e uma nova esperança. E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas. 2 Coríntios 5:17. Amém.
Pr. Claudio Morandi