O prato do dia em muitas mesas caseiras é a vida alheia. Alguém falou descuidadamente que – com frequência a sua família, quando está reunida, almoça e janta sempre o mesmo cardápio: falar mal dos outros, com um condimento a mais.
Como é difícil não fuxicar das pessoas.
Deve haver alguma atração doentia para o assunto, pois vira e mexe alguém é
jantado com molho forte de pimenta e tudo. E como disse Walter Knight, “não
há maledicentes ociosos. Eles estão sempre ocupados”.
Sujeitos com uma boca de sapo, comumente
apreciam o coaxar das suas intrigas. O som desconexo de seu ruído berrante é a
distração favorita na realimentação da própria deformação moral. Quanto mais
degenerados forem os tais sujeitos, mais sujeitos ficarão ao zunido zureta do
seu diz-que-diz-que, diz-que-diz-que, diz-que-diz-que.
O veneno da difamação é maligno e
triplamente tóxico. Além de desfigurar e matar as vítimas da picada, ao mesmo
tempo aleijar o próprio agente da toxina, bem como corrompe e mata o ouvinte. A
linguagem viperina tem sido responsável pela amargura e deformação de muitos
lares e pessoas inocentes. Muitos escapam dos destroços letais da peçonha
maldita, mas carregam pelo resto da vida as sequelas morais do envenenamento.
A receita da fofoca é uma farofa venenosa
de futricas que o inferno inventa para manter os canalhas subservientes a
serviço da imundícia dos seus estômagos de urubu. Não há coisa mais nojenta do
que comer carniça na cocheira da calúnia. A podridão do pecado servindo de
alimento para um povo maníaco é um grude repugnante que os nobres participantes
do reino de Deus devem rejeitar determinantemente. Por favor, não me convidem,
nem me incluam no chiqueiro da maledicência, já que tenho uma tendência natural
bem aguçada para a corrupção. Eu sei que a minha natureza humana gosta de tomar
parte nesses rega-bofes do achaque, por isso conto com a sua discrição me
poupando de participar da agenda nestes casos. Fico grato também, se você
deixar de fora outros irmãozinhos, como Daniel na Babilônia, que preferem
alimentar-se de uma comida frugal e saudável. Como é bom comer comida sem
agrotóxicos. Quem sabe se você também não poderia ficar de fora desse
ajuntamento de abutres ávidos por cadáveres em putrefação, para participar do
festival de Aleluia? Sou ainda um principiante nessa escola da graça, mas tem
sido magnífico poder aprender a louvar e bendizer. Estou apenas sugerindo a
você: matricule-se no discipulado de Jesus e aprenda dele a falar a linguagem
da elite dos eleitos que foram libertados pela obra da cruz. Espero por você no
hall de entrada na Universidade da Alegria e do Louvor. Seja bem-vindo!
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