"NOSSA VISÃO: CONHECER A CRISTO CRUCIIFICADO E TORNÁ-LO CONHECIDO, EM TODO LUGAR, POR MEIO DA GRAÇA."

sábado, 24 de setembro de 2016

CRESCENDO À MATURIDADE (29) SENTENÇA DE MORTE

Contudo, já em nós mesmos, tivemos a sentença de morte, para que não confiemos em nós, e sim no Deus que ressuscita os mortos. 2 Coríntios 1:9.
Hoje Deus tem comunhão com o homem na esfera da ressurreição, e esta ressurreição inclui a cruz. Portanto, nada que não passe pela morte pode estar relacionado com Deus. Tudo o que pertence à esfera natural tem que morrer. Deus não se relacionará ou se comunicará na base da ressurreição com alguém que ainda não tenha morrido e ressurgido. Uma pessoa para ser regenerada precisa morrer para então ser ressurgida. A vida que recebemos é uma vida de ressurreição. 1 Pedro 1:3 Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua muita misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos.
Existem muitos que estão lutando para serem cristãos, para serem bons, para serem melhores, ou o melhor que eles puderem ser; lutando para ser do Senhor e viver como pertencendo ao Senhor; lutando para andar com o Senhor e fazer essas coisas que são agradáveis a Ele; lutando e esforçando-se e, no entanto, todo o tempo em desespero. E digo a você por que; Satanás não pode expulsar Satanás! Satanás é o Senhor da Morte, e ele tem ganho uma base firme na própria raça desde seus começos, e a morte passou para todos, e está em todos. Romanos 5:12 Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram.
A natureza dessa morte é separação de Deus, e assim é com cada filho de Adão. A morte reina pela obra de Satanás, e por meio disso ele tem esta base, esta posição, este lugar estabelecido na raça, e todos nessa raça estão nesse sentido, mortos. Ora, qual é o proveito de algo morto tentar expulsar a morte? Pois se a morte é personificada em Satanás, A VIDA é personificada no Senhor Jesus que diz: Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá. João 11:25.
E você precisa Dele como a Vida residindo em seu próprio ser interior para expulsar a morte, e “para vencer aquele que tem o poder da morte, ou seja, o diabo”. Portanto, ser do Senhor é ter o Senhor, ser um cristão é ter Ele como a VIDA residindo no seu espirito, capaz de resistir os poderes da morte, e fazer você vencer por Sua VIDA. A nossa vida triunfante é a vida de ressurreição que temos em Cristo. João 11:26 e todo o que vive e crê em mim não morrerá, eternamente. Crês isto?
Nas questões espirituais somos confrontados com um sério problema. Frequentemente pessoas servem a Cristo com habilidades naturais, em vez de servirem com as que são ressurretas. Muitos têm zelo, mas poucos têm um zelo ressurreto, ou seja, um zelo que passou pela morte e ressurreição. Observamos vários “crentes” trabalhando hábil e diligentemente e, no entanto, essa habilidade e diligência são do primeiro tipo, o natural, e não o segundo, pois não passaram pela morte. Se nossa vida perante Deus é vivida no poder desses elementos naturais, não podemos dizer que tenhamos vida de ressurreição. 2 Coríntios 5:14-15 Pois o amor de Cristo nos constrange, julgando nós isto: um morreu por todos; logo, todos morreram. E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou.
Na vida de Paulo quando a sentença de morte foi pronunciada e aceita, humanamente falando, foi o fim de tudo. Se não houvesse a vida de Cristo em Paulo, teria sido o fim, mas porque a vida de Cristo estava nele, a sentença de morte foi o fim dele mesmo, mas foi o início de Deus nele. Foi por meio da sentença de morte que ele aprendeu a preciosa lição de não confiar em si mesmo, mas confiar no Deus que ressuscita os mortos. É assim que compreendemos porque Paulo tinha prazer nas fraquezas. Leiamos 2 Coríntios 12:10 Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte.
A sentença de morte não é totalmente negativa, porque, por um lado, ela lhe ensinou a não confiar em si mesmo. E como confiamos em nós mesmos! É quase inacreditável. Mas, por outro lado, ela lhe ensinou a confiar no Deus que ressuscita os mortos. E o resultado foi que Paulo teve um testemunho para dar. Lemos em 2 Coríntios 1:12 Porque a nossa glória é esta: o testemunho da nossa consciência, de que, com santidade e sinceridade de Deus, não com sabedoria humana, mas, na graça divina, temos vivido no mundo e mais especialmente para convosco.
Temos uma energia dentro de nós que é natural, e ela é enorme. Há sabedoria carnal em nós. Quão inteligentes nós pensamos que somos! Podemos planejar e tramar; fazer planos e ajeitar as coisas; tentamos e experimentamos e se não temos sucesso com um plano, temos outro já preparado. Somos realmente inteligentes mesmo quando dizemos que somos “tolos”. Quando dizemos isso, ainda estamos maquinando. A sabedoria carnal é quase inconcebível, e porque ela está presente nós não conhecemos a sabedoria de Deus. Para se obter a sabedoria de Deus é necessário morrermos para a nossa. Quando ganhamos essa experiência certamente teremos a sabedoria de Deus que é o próprio Cristo. 1 Coríntios 1:30 Mas vós sois dele, em Cristo Jesus, o qual se nos tornou, da parte de Deus, sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção.
Se você quiser conhecer a vida, a vida genuína; se quiser experimentar vida espiritual, lembre-se antes da sentença de morte; antes da morte não há vida. Antes da morte a vida é a velha vida, a vida natural, a vida da carne, e essa vida não é vida, de forma alguma. É apenas o que passa pela morte e sai do outro lado, que é ressurreição; isso é vida. A vida que é vida de verdade tem de sair da morte. Quando você passa pela morte, aquilo que não pode sair ficará enterrado ali. É isso que nós éramos, mas o que sai é Cristo. É vida; é vida espiritual, vida de Cristo. Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim, será salvo; entrará, e sairá, e achará pastagem. João 10:9.

Quanto mais você conhece da sentença de morte, mais conhece o Deus da ressurreição. Graças ao Senhor, a sentença de morte para o mundo será o fim, mas para nós que somos do Senhor será um glorioso inicio, porque Cristo é a nossa vida. Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então, vós também sereis manifestados com ele, em glória. Colossenses 3:4. Amém.

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segunda-feira, 5 de setembro de 2016

O CRENTE CARNAL

E SE NÃO PERDOAR?

Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai e sereis perdoados; dai, e dar-se-vos-á; boa medida, recalcada, sacudida, transbordante, generosamente vos darão; porque com a medida com que tiverdes medido vos medirão também.  Lucas 6:37-38.
Um dos fundamentos básicos do Evangelho é a doutrina do perdão mediante o sacrifício vicário de nosso Senhor Jesus Cristo. A cruz é o único preço do perdão, capaz de pagar a dívida dos nossos pecados, e a justiça de Deus é que patrocina esta cobrança. Dr. Oswald Chambers sustentava com muita propriedade que é um completo absurdo dizer que Deus nos perdoa porque Ele é Amor. A única base pela qual Deus nos pode perdoar é a cruz de Cristo. A Lei não pode ser transgredida nem a pena comutada. A justiça de Cristo, declarada na corte do Tribunal celeste, é nossa única absolvição, completa e final. Para nos reconciliar com Deus, o Senhor Jesus Cristo nos incluiu juntamente com Ele na cruz e nos justificou completamente dos nossos pecados, a fim de sermos perdoados pela sua infinita Graça. E como dizia Ian Murray, Deus nunca perdoa o pecado sem, ao mesmo tempo, mudar a natureza do pecador. Pecador perdoado é, de fato, um perdoador.
Eu sou fã incondicional da Graça de Deus. Não há nada mais admirável e extraordinariamente fantástico do que a operação plena da Graça de Deus. Jesus quando terminou a sua missão terrena e voltou para sua casa, deixou o portão aberto com um bilhete: Tudo está pago. Não apaguem as luzes, e não se preocupem com o consumo da energia. Não atendam aos cobradores, pois a conta já está quitada. E não se preocupem com os ladrões, tomei a providência de deixar todos os pertences assegurados. Está consumado. Vós sois a luz do mundo. Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus. Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão. Aquilo que meu Pai me deu é maior do que tudo; e da mão do Pai ninguém pode arrebatar.  João 19:30, Mateus 5:14a e 16 e João 10:28-29.
Max Lucado afinou a sua pena ao escrever esta jóia: Ver o pecado sem a Graça é desesperador. Ver a Graça sem pecado é arrogância. Vê-los em série é conversão. Deus nos perdoou completamente de todos os nossos pecados mediante esta Graça maravilhosa encarnada em Cristo Jesus. Perdão é ficar livre dos pecados mas também desembaraçado para perdoar. Se Cristo me perdoou de todos os meus pecados, porque ainda me mantenho reprimido quanto ao perdão que devo oferecer aos que me ofenderam? Nós nunca poderemos perdoar alguém mais do que Jesus já nos perdoou. Ora, se Deus nos perdoou tanto por meio da Graça em Cristo, Ele também nos concede a Graça para perdoarmos realmente aqueles que nos tem prejudicado. Todos aqueles que reconhecem a gravidade do seu pecado e a generosidade da Misericórdia de Deus, se mostram sensíveis para desonerar os impostos lesivos que lhes foram tributados. Não é possível  usufruir do perdão gracioso de Deus e não ser capaz de perdoar com benevolência. Por outro lado, o perdoador percebe a arrogância que se esconde numa atitude de indisposição ao perdão. Alexander Alud mostra que a pessoa que sabe que é susceptível à queda estará mais pronta a perdoar as ofensas dos seus semelhantes. É preciso compreender a nossa humanidade falível, para poder exercer com complacência o perdão sincero. Se realmente experimentamos o perdão de Deus e conhecemos a nossa estrutura falida, não há porque negar o perdão a quem nos danificou. Não há transgressão tão grave que o Amor legítimo não seja capaz de absolver. Não existe mágoa tão profunda que o genuíno perdão não releve por completo. O Cristianismo é a manifestação integral do Amor de Deus no sentido de perdoar perfeitamente o ser humano, a fim de torná-lo perito na arte graciosa de perdoar. Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou. Efésios 4:32.
Ninguém pode se declarar realmente salvo se não é capaz de perdoar o seu ofensor. Não estamos dizendo que esta é uma atitude  fácil, ou que sejamos naturalmente habilitados para este mister. C S Lewis escreveu: Todos dizem que perdoar é uma ideia agradável até terem algo para perdoar. Mas, o perdão trivial é vulgar e leviano. Se está fácil perdoar, não se trata de uma ofensa autêntica, mas de um esbarrão que se desmancha com uma simples desculpa. Escusar é uma indulgência muito leve para as personalidades bem educadas. Perdoar não é uma mera desculpa de gente polida; é um gesto profundo de assumir a perda sem contabilizar todos os prejuízos. Perdoar é absolver o crime e banir do coração todo desejo de desforra. É soltar o réu distante do preconceito ressentido de uma possível recaída. É apagar a mácula sem a recordação sensível de uma nódoa permanente. Perdoar é esquecer que um dia foi ferido, pois os golpes foram sarados pelo bálsamo do sublime amor, sem deixar torpes cicatrizes. Aqueles que dizem que perdoam mas não esquecem, simplesmente enterram a machadinha, deixando o cabo de fora para usá-la da próxima vez. Os animais matam por instinto. Os homens se vingam por maldade. Os salvos perdoam por Amor. Se Deus nos perdoou tudo e completamente em Cristo Jesus, por que não liberamos o perdão aos nossos agressores? Errar é particularmente humano. Perdoar é essencialmente divino. Se somos humanos, erramos com frequência; mas se somos filhos de Deus, pela fé em Cristo, temos a reiterada disposição para perdoar. Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade. Suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos mutuamente, caso alguém tenha motivo de queixa contra outrem. Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós; acima de tudo isto, porém, esteja o amor, que é o vínculo da perfeição. Colossenses 3:12-14.

Não há nada que nos identifique tanto com Deus, como a vida de Amor, cheia das atitudes perdoadoras. Deus em Cristo nos perdoa os nossos pecados como se jamais tivessem sido cometidos, e nós, pela Graça, somos capacitados a perdoar com a mesma disposição. Ambrósio, um dos mais notáveis teólogos da igreja cristã, dizia: Não me vangloriarei por ser justo, mas por ser remido; não por ser livre do pecado, mas porque meus pecados são perdoados. Sua ênfase na dependência da graça removia totalmente qualquer presunção de auto-suficiência orgulhosa. Desde que Deus nos perdoa radical e continuamente em Cristo Jesus, nossa postura deve ser também de legítimos perdoadores, sem qualquer afetação de liberalidade, assim como Deus em Cristo nos perdoou. Deus nos perdoar, é próprio da sua Graça, que nos justificou em Cristo. E nós perdoarmos, é consequência do amor de Cristo em nossos corações. Uma vez perdoados, para sempre perdoando. Nada neste mundo vil e em ruínas ostenta a suave marca do Filho de Deus tanto como o perdão. Por outro lado, o perdão deve ser também enfocado em relação a nós mesmos. Há muita gente que pensa como Ausonius: Você deve perdoar muitas coisas nos outros, porém nada em você mesmo. Isto é a copia fiel do recado da Serpente: Como Deus sereis. Esta teomania tem sustentado a mensagem do perfeccionismo com uma austeridade insuportável. Quem continua a temer castigos ainda não ouviu a Cristo nem à voz do Evangelho. Se Deus já me perdoou, por que eu também não hei de me perdoar? Nestes dias de complexo de culpa, talvez a mais gloriosa palavra seja, perdão. O perdão de Deus incondicional, por meio de Jesus Cristo; o perdão aos outros mediante o amor de Cristo em nossos corações; e o perdão a nós mesmos, por já termos sido perdoados totalmente pela Graça. Perdoa-me, por ser perdoado e não ter perdoado ainda aos outros, e a mim mesmo! Amém! Graça e Paz amados de Abba.

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