"NOSSA VISÃO: CONHECER A CRISTO CRUCIIFICADO E TORNÁ-LO CONHECIDO, EM TODO LUGAR, POR MEIO DA GRAÇA."

quarta-feira, 5 de maio de 2010

HOLOCAUSTO: CRISTO FAZENDO A VONTADE DE DEUS.

Se a sua oferta for holocausto de gado, trará macho sem defeito; à porta da tenda da congregação o trará, para que o homem seja aceito perante o SENHOR. Levítico 1:3.

A palavra holocausto significa: “todo queimado”. E está é a posição de Cristo no Livro de Levítico, posição esta que deve ser tida em consideração, se quisermos ter um conhecimento exato das revelações que este Livro encerra. Nessas revelações encontramos inflexível santidade unida à mais pura graça. Deus é Santo, seja qual for o lugar de onde fala. É Santo no monte Sinai e Santo no propiciatório. É necessário que Deus seja Santo, ainda que seja na condenação eterna dos pecadores impenitentes; porém a revelação plena da Sua santidade na salvação dos pecadores faz ressoar no céu um coro de louvor: Glória a Deus nas alturas, paz na terra, boa vontade para com os homens! Lucas 2:14.
Precisamos observar que nesta doxologia não podia ter sido entoada em relação com o “fogo da Lei”. Sem dúvida, havia “glória nas alturas”, mas não havia “paz na terra” nem “boa vontade para os homens”, porque a Lei era a declaração do que os homens deviam ser, antes que Deus pudesse ter prazer neles. Mas quando o Filho ocupou o Seu lugar como homem na terra, o céu pôde exprimir todo o Seu prazer nAquele cuja Pessoa e obra podiam ligar, da maneira mais perfeita, onde o Pai encontraria todo o Seu prazer. E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade João 1:14a. E é em Seu Filho que Deus tem todo prazer: Tu és o meu Filho amado, em ti me comprazo. Lucas 3:22b.
Podemos notar claramente que no livro de Levítico o Senhor começa com o holocausto e termina com a expiação da culpa. Quer dizer, termina onde nós começamos. Então podemos entender que o aspecto primário da obra de Cristo era Deus. Era Seu prazer inefável cumprir a vontade de Deus na terra. No holocausto, com o qual abre o livro de Levítico, temos uma figura de Cristo, que “ofereceu a si mesmo imaculado a Deus”. Se o Senhor Jesus Cristo Se manifestou para realizar a obra gloriosa da expiação, o Seu mais desejável e supremo propósito era a glória de Deus. Fosse qual fosse a vontade de Deus, Ele veio para fazê-la. Bendito seja Deus, nós conhecemos qual é a nossa parte na realização dessa “vontade”; pois por ela temos sido santificados. Nessa vontade é que temos sido santificados, mediante a oferta do corpo de Jesus Cristo, uma vez por todas. Hebreus 10:10.
Ninguém jamais tinha feito a vontade de Deus. Alguns, pela graça, haviam feito o que era reto aos olhos do Senhor; porém ninguém jamais tinha feito, perfeita e invariavelmente, desde o principio ao fim, sem hesitação e sem divergência, feito a vontade de Deus. Mas foi exatamente isto que o Senhor Jesus fez. A Palavra de Deus nos diz que: humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte e morte de cruz. Filipenses 2:8b.
Certamente, havia um perfume de cheiro suave nesta absoluta devoção a Deus. Um homem perfeito na terra, cumprindo a vontade de Deus, até mesmo na morte, era assunto de profundo interesse para o céu. Quem poderia sondar as profundezas desse coração dedicado, que se manifestou aos olhos de Deus, na cruz? Somente Deus! A mente humana pode compreender, até certo ponto, qualquer coisa do que se passa abaixo do sol. A ciência humana pode ser compreendida pelo intelecto humano; mas nenhum homem conhece o Filho de Deus, se o Pai não lhe revelar pelo poder do Espírito e por meio da Palavra escrita. O Espírito Santo deleita-se em revelar o Filho a nós, e em tomar das coisas de Jesus e nos revelar. Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar. Tudo quanto o Pai tem é meu; por isso é que vos disse que há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar. João 16:14-15.
Estas coisas nós temos, em toda a beleza e plenitude, nas Escrituras. Não pode haver novas revelações, pois o Espírito trouxe “todas as coisas” à memória dos apóstolos e conduziu-os a “toda verdade”. Quando vier, porém, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade; porque não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará as coisas que hão de vir. João 16:13.
Irmãos, não pode haver nada mais além de “toda verdade”; e, por isso, as pretensões de novas revelações e descobrimentos da verdade, quer dizer, verdade não mencionada na Palavra inspirada de Deus representa apenas os esforços do homem para acrescentar alguma coisa àquilo que Deus designa por “toda a verdade”. Toda verdade é Cristo! Pleno, completo, eficiente e suficiente habitando no homem. Uma vez que somos habitados pelo Senhor, devemos tão somente ouvir a Sua voz e não outra. As minhas ovelhas ouvem a minha voz. Nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo. João 10:27a. e Hebreus 1:2.
No Antigo Testamento, o holocausto era um sacrifício da mais elevada ordem, porque representava Cristo oferecendo-se a Si mesmo a Deus. Cristo no holocausto era exclusivamente para a vista e o coração de Deus. Eis um ponto que deve ser claramente compreendido. Só Deus podia apreciar devidamente a Pessoa e obra de Cristo. Só Ele podia apreciar plenamente a cruz como a expressão do perfeito afeto de Cristo. A cruz tal qual é simbolizada no holocausto, encerra qualquer coisa que só a mente divina pode compreender. Tinha profundidades tais que nem o mortal nem os anjos podiam sondar. Nela havia uma voz que se dirigia exclusivamente e diretamente aos ouvidos do Pai. Entre o Calvário e o trono de Deus houve comunicações que excedem em muitos as mais altas capacidades dos entes criados. Não te deleitaste com holocaustos e ofertas pelo pecado. Então, disse: Eis aqui venho no princípio do livro está escrito de mim, para fazer, ó Deus, a tua vontade. Hebreus 10:6-7.
O emprego do vocábulo “vontade” nesta passagem revela claramente o grande propósito no holocausto. Leva-nos a contemplar a cruz sob um aspecto que não é suficientemente compreendido. Estamos sempre prontos a contemplar a cruz simplesmente como o lugar onde a grande questão do pecado foi tratada e liquidada entre a justiça eterna e a vítima incontaminada, ou seja, o lugar onde a nossa culpa foi expiada e onde satanás foi gloriosamente vencido. É por isso que devemos dar graças eternamente ao nosso Deus e Pai. A cruz foi tudo isso. E mais do que isto. A cruz foi o lugar onde o amor de Cristo pelo Pai se expressou em linguagem tal que só o Pai podia ouvir e compreender. Então, acrescentou: Eis aqui estou para fazer, ó Deus, a tua vontade. Hebreus 10:9a. Vamos considerar um ponto importante: Se fosse apenas uma questão de imputação do pecado e de sofrer a ira de Deus por causa do pecado, essa expressão não estaria dentro da ordem moral. O bendito Senhor Jesus não podia, com estrita propriedade, ser apresentado como aquele que desejava ser feito pecado, ou desejar sofrer a ira de Deus e ser privado da vista do Seu rosto; e, neste fato, por si só, aprendemos da maneira evidente, que o holocausto não representa Cristo sobre a cruz levando o pecado, mas sim, Cristo sobre a cruz cumprindo a vontade de Deus. Que Cristo mesmo contemplava a cruz nestes dois aspectos é evidente pelas Suas próprias palavras. Quando contemplou a cruz como o lugar onde foi feito pecado, quando previu os horrores que, sob este ponto de vista, ela encerrava, Jesus exclamou dizendo: Pai, se queres, passa de mim este cálice; contudo, não se faça a minha vontade, e sim a tua. Lucas 22:42. O Senhor Jesus fugia daquilo que a Sua obra, por ter de levar sobre Si o pecado, comportava. A Sua mente santa e pura fugia ao pensamento de contato com o pecado; e o Seu terno coração fugia da ideia de perder, por um momento, a luz do semblante de Deus. Aquilo que nosso Senhor temia era ficar separado do Pai, porque Ele sabia os horrores que é ficar um segundo sequer, da doce comunhão do amoroso Pai. Mas foi exatamente isso que aconteceu quando Deus o fez pecado por nós. Lemos em 2 Coríntios 5:21 Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus. Alguém certa vez me fez está pergunta: Por que Deus abandonou Cristo na cruz do Calvário? Eu prontamente lhe respondi: Por mim e por ti! O nosso Deus desamparou o Seu Filho, porque Ele tinha em mente a mim e a você. À hora nona, clamou Jesus em alta voz: Eloí, Eloí, lamá sabactâni? Que quer dizer: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? Marcos 15:34. Se você chegasse para Deus hoje e fizesse está mesma pergunta: Por que o Senhor desamparou o Seu Filho Jesus na cruz? Sabe o que Ele te responderia? Por ti, por ti. Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores. Romanos 5:8. Amém.
Deus te abençoe.

Um comentário:

Pastor Afonso disse...

Palavra abençoada e esclarecedora
.
Deus o abençoe em seu mnistério
.
Abraços