E
o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos
a sua glória, glória como do unigênito do Pai. João 1:14.
A presença de Cristo aqui na terra teve
dois propósitos. Um era para que houvesse uma perfeita apresentação de Deus ao
homem. O outro era para que Ele pudesse assumir o homem segundo os pensamentos
de Deus. Deus tornou-Se homem para transformar criaturas em filhos; não
simplesmente para produzir homens melhores da antiga espécie, mas para produzir
uma nova espécie de homens. É maravilhoso saber que o Filho de Deus tornou-Se o
Filho do Homem a fim de que os filhos dos homens pudessem tornar-se filhos de
Deus. 1 Pedro 3:18 Pois também Cristo
morreu, uma única vez, pelos pecados, o justo pelos injustos, para conduzir-vos
a Deus; morto, sim, na carne, mas vivificado no espírito.
A encarnação de Cristo é algo
surpreendente, porque vemos que o infinito se tornou finito e o que não tem
limite deliberadamente impôs a Si mesmo limitações. O mistério mais profundo da
imperfeição humana é como o Criador poderia unir-Se à criatura. É por isso que
um dos objetivos principais do Espírito Santo é fazer com que os homens
realmente sejam identificados com Cristo como o Senhor ressurreto e exaltado, e
também tornar a Sua vida algo real em nossa experiência. Mas aquele que se une ao Senhor é um espírito com ele. 1 Coríntios 6:17.
Precisamos aprender que a verdadeira
obra do Espírito de Deus é unir todas as coisas ao próprio Cristo. Quando o
Verbo se fez carne, Ele era o Deus encarnado e tudo o mais permaneceu como não
Deus. Ainda hoje o abismo entre Cristo e o homem permanecem por causa da
incredulidade. Então, pelo ato da encarnação, em vez de Deus degradar-Se ao se
tornar homem, Ele elevou a humanidade até si mesmo. Porque morrestes, e a vossa vida está escondida com Cristo, em Deus.
Colossenses 3:3.
É nessa revelação que deve consistir
nosso testemunho para os que não são cristãos. Separado do Senhor Jesus, Deus
nunca fez nada. Em todo o Seu Universo, Deus opera por intermédio do Filho.
Quando vamos até uma pessoa que não é salva e dizemos: “creia no Senhor Jesus
Cristo”, estamos apenas dizendo: creia no Único que o sustenta, que o preserva,
que lhe deu vida, que Se compadece de você, que o poupa e guarda. Creia no
Único de quem você veio. Ele está tão pertinho de todos! Veja o que diz Paulo
em Atos 17:27b.-28. Bem que não está
longe de cada um de nós; pois nele vivemos, e nos movemos, e existimos, como
alguns dos vossos poetas têm dito: Porque dele também somos geração.
Mas o segredo dessa maravilhosa
encarnação de Cristo se deu quando este Deus Onisciente, sendo Aquele que
conhece o fim desde o princípio, é por intermédio Dele, por meio de Suas
feridas, que a graça é dispensada ao mundo. O nosso Deus é o Deus de toda
graça; e toda a graça de Deus vem por intermédio de Cristo, pois Jesus veio
revelar o Pai. Deus nunca foi visto por
alguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, este o fez conhecer. João
1:18.
No decorrer de todo o Seu ministério,
Jesus foi Deus agindo como Deus. Ele atravessou deliberadamente aquele abismo
entre Deus e o não Deus. Assumiu a forma humana para Se fazer carne e habitar
entre nós. Observe, Ele não é quem estava no seio do Pai ou que estará no seio
divino, mas sempre quem está no seio do Altíssimo. É a linguagem do ser
continuo. Mesmo pendurado na Cruz, Cristo não deixou o seio de Seu Pai. Como
então Ele pôde gritar: Clamou Jesus em
alta voz, Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? Mateus 27:46b.
Mesmo quando Cristo morreu na cruz pela
humanidade, Ele nunca dividiu a divindade. Você não pode dividir substância. Nem todas as
espadas de Nero poderiam cortar a substância da divindade, nem separar o Pai do
Filho. Lá na cruz foi o Homem que gritou: “Por que me desamparaste?”. Foi o Filho
de Maria que clamou. Foi o corpo que Deus Lhe deu. Foi o Cordeiro prestes a
morrer. Foi o sacrifício que gritou. Foi o Jesus humano; foi o Filho do homem
que gritou, mas a divindade antiga e eterna nunca foi separada. Ele ainda
estava no seio do Pai, quando clamou em Lucas
23:46b. Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito! E, dito isto, expirou.
O Pai, o Filho e o Espírito Santo são um
para sempre, inseparáveis, indivisíveis; e nunca poderão ser de outra forma. O
Todo-Poderoso nunca deu as costas para a Palavra eterna que sempre esteve no
seio do Pai. O Altíssimo deu as costas ao Filho, ao filho do homem, ao
sacrifício do Cordeiro que seria imolado; e, no terror cego e na dor de tudo
isso, o Sacrifício, o Cordeiro, tornou-Se temporariamente pecado por nós e
soube que estava abandonado. 2 Coríntios
5:21 Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele,
fôssemos feitos justiça de Deus.
Deus descarregou toda aquela massa
borbulhante, efervescente, impetuosa, suja e lamacenta do pecado humano sobre o
corpo de Seu Filho e, depois, deu-Lhe as costas. E por quê? Temos a resposta
através do profetar menor. Leiamos Habacuque
1:13 Tu és tão puro de olhos, que não podes ver o mal e a opressão não podes
contemplar; por que, pois, toleras os que procedem perfidamente e te calas
quando o perverso devora aquele que é mais justo do que ele?
Irmãos, ali, no mistério profundo,
secreto e maravilhoso demais para o homem compreender, estaria Ele sozinho, sem
ninguém para ajudá-lo. Nem Davi, nem Abraão, nem Paulo, ninguém. Deus retrocedeu e permitiu que Ele morresse. O lagar, eu o pisei sozinho, e dos povos
nenhum homem se achava comigo; pisei as uvas na minha ira; no meu furor, as
esmaguei, e o seu sangue me salpicou as vestes e me manchou o traje todo.
Isaías 63:3.
Ele se fez carne para nos apresentar
Deus o Pai. Ele morreu e nos fez morrer Nele, para nos mostrar que Deus se
importa conosco. Amém.
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