E,
orando, não useis de vãs repetições, como os gentios; porque presumem que pelo
seu muito falar serão ouvidos. Mateus 6:7.
A oração é o que nos leva à obra mais
profunda e mais elevada do espírito humano. A oração verdadeira cria e
transforma a vida. Quanto mais nos aproximamos do pulsar do coração de Deus,
tanto mais vemos nossa necessidade e tanto mais desejamos assemelhar-nos a
Cristo. Na oração, na verdadeira oração, começamos a pensar os pensamentos de
Deus à sua maneira: desejamos as coisas que Ele deseja, amamos as coisas que Ele
ama. Progressivamente, aprendemos a ver as coisas da perspectiva divina. Todos
quantos têm andado com Deus consideraram a oração como principal negócio de
suas vidas. As palavras de Marcos soam como um comentário sobre o estilo de
vida de Jesus. Tendo-se levantado alta
madrugada, saiu, foi para um lugar deserto e ali orava. Marcos 1:35.
Uma das maiores maravilhas do Universo
deve ser o fato que nós, que somos somente “pó e cinza”, não somente temos permissão,
mas somos encorajados e convidados a falar com Deus; e que palavras faladas na
Terra são ouvidas instantaneamente no Céu, e que nosso Pai está disposto a
responder estas orações. Será possível que nossos fracos gemidos podem mover o
braço onipotente do Todo-Poderoso? Somente a eternidade revelará quanto foi
realizado pela fiel, frequente e fervorosa oração do povo de Deus, em todas as
gerações. Está escrito em Tiago 5:16b:
Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo.
A oração atrai a atenção do
Todo-Poderoso e capta o poder do Onipotente, e muitas vezes nos perguntamos
como sobreviveríamos “se santos sofredores não tivessem um trono de graça”.
George Muller, que provou a fidelidade infalível de Deus, disse o seguinte
sobre a oração: “Eu fui ao meu Deus e orei diligentemente, e eu recebi o que
precisava”. Orar a Deus é um dos sinais de verdadeira regeneração. Isso nos
lembra do que é dito sobre Saulo de Tarso logo depois do seu novo nascimento. O
Senhor disse a Ananias em Atos 9:11
Então, o Senhor lhe ordenou: Dispõe-te, e vai à rua que se chama Direita, e, na
casa de Judas, procura por Saulo, apelidado de Tarso; pois ele está orando.
Há pessoas que não dão muita importância
à oração. Podemos notar isto pela atitude informal que adotam vista na sua
linguagem irreverente e na sua postura desrespeitosa. Para todo aquele que
morreu e ressuscitou com Cristo, a oração é um grande privilégio, pois é fato
que, em oração, estamos nos aproximando do “Alto e Sublime, que habita na
eternidade, e cujo nome é Santo”. Nosso Senhor nos incentiva a buscá-lo em
oração: Clama a mim, e responder-te-ei e
anunciar-te-ei coisas grandes e firmes, que não sabes. Jeremias 33:3.
Nesta era presente da igreja, Deus tem
dado aos cristãos o que Israel perdeu, e agora cada salvo é parte do
“sacerdócio santo” que tem a honra de “oferecer sacrifícios espirituais
agradáveis a Deus por Jesus Cristo”. Todos que são nascidos de novo fazem parte
deste sacerdócio, e não existe mais distinção entre os que podem se aproximar
do trono e os que não podem. A linguagem é muito clara em Efésios 2:18. Porque, por ele, ambos temos acesso ao Pai em um
Espírito.
A oração é essencialmente uma questão de
vida. E a eficácia das nossas orações vai depender da retidão da nossa vida. A
verdadeira retidão torna o homem centrado em seu Pai celestial. É por isso que
a voz da oração é a obediência. Para orarmos e termos a certeza de que seremos
ouvidos é nos humilharmos diante do Senhor. As Escrituras afirmam em 2 Crônicas 7:14 se o meu povo, que se chama
pelo meu nome, se humilhar, e orar, e me buscar, e se converter dos seus maus
caminhos, então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua
terra.
Oração não é algo que eu faço; é algo
que sou. Entretanto, o que realmente nos entristece é saber que muitos do povo
de Deus O tratam como a um advogado; dirigem-se a Ele apenas quando estão em
dificuldades. Amados, o pequeno valor que damos à nossa oração torna-se
evidente pelo tempo que dedicamos a ela. Ana quando pediu um filho ao Senhor,
ela gastou muito tempo em sua presença numa doce intimidade e numa certeza de
que o Senhor a atenderia. 1 Samuel
1:12-13a. Demorando-se ela no orar perante o SENHOR, passou Eli a observar-lhe
o movimento dos lábios, porquanto Ana só no coração falava; seus lábios se
moviam, porém não se lhe ouvia voz nenhuma.
Um dos ministérios mais difíceis, no
reino de Deus, é o da oração. Talvez o mais. E, além do mais, há pouco ou quase
nenhum interesse por esse assunto. O avivalista, Leonard Ravenhill, disse: “Os
autossuficientes não oram; os auto satisfeitos não querem orar; os auto justificados
não conseguem orar”. Onde
estamos nós nesta avaliação? Pensemos nisso. Oração não é um mero dever. É um
relacionamento de um filho, alcançado pela graça, com o seu Pai gracioso, por
puro e santo prazer espiritual. Amém.
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