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sábado, 27 de março de 2021

A VIDA DE CRUZ DE ABRAÃO

Quando atingiu Abrão a idade de noventa e nove anos, apareceu-lhe o SENHOR e disse-lhe: Eu sou o Deus Todo-Poderoso; anda na minha presença e sê perfeito. Gênesis 17:1.

Nosso crescimento espiritual é descrito na Palavra de Deus, como um processo lento e contínuo de apropriação do caráter moral de Deus, ou seja, o caráter de Cristo. Altar no Antigo Testamento se refere a cruz no Novo Testamento.  Os “altares” que Abraão levantou, o conduzem tanto a um crescimento de sua visão de Deus, quanto a um crescimento e formação do “caráter de Cristo” em seu homem interior. É necessário um verdadeiro quebrantamento, deixando o trabalho da cruz arando sobre nossas almas, e termos uma disciplina espiritual para andar com Deus! Por isso, quando Deus nos corrigi é para uma grande finalidade. Deus, porém, nos disciplina para aproveitamento, a fim de sermos participantes da sua santidade. Hebreus 12:10b.

Um cristianismo sem cruz não é cristianismo de forma alguma, e sim uma pobre imitação da doutrina de Cristo. Uma vida cristã sem cruz não é vida cristã, mas apenas um “ego” adornado com os ensinos de Cristo! Abraão viveu uma vida de cruz, ou seja, uma vida de altar. O primeiro altar foi edificado em Siquém, e podemos chamá-lo de altar da revelação. Deus revelou-se ali a Abraão: Apareceu o SENHOR a Abrão e lhe disse: Darei à tua descendência esta terra. Ali edificou Abrão um altar ao SENHOR, que lhe aparecera. Gênesis 12:7.

Precisamos saber que a cruz e a revelação andam juntas. Na medida em que a cruz trata conosco, é que teremos genuína revelação de quem Deus é; de quem nós somos, do que a igreja é e do que o mundo é. Deus é amor, nós somos servos de Cristo, como igreja somos a esposa do Cordeiro, e não devemos amar o mundo. Agora vamos para o segundo altar na vida de Abraão. Ele foi edificado entre Ai e Betel, e podemos chamá-lo de altar da separação. Passando dali para o monte ao oriente de Betel, armou a sua tenda, ficando Betel ao ocidente e Aí ao oriente; ali edificou um altar ao SENHOR e invocou o nome do SENHOR. Gênesis 12:8.

Abraão deixou Aí para trás e tinha Betel diante dele. Aí significa literalmente “monte de ruínas” e Betel significa “Casa de Deus”.  Só a cruz pode separar-nos do mundo e introduzir-nos na Casa de Deus. O terceiro altar na vida de Abraão, foi levantado logo após a sua separação de Ló. E Abrão, mudando as suas tendas, foi habitar nos carvalhais de Manre, que estão junto a Hebrom; e levantou ali um altar ao SENHOR. Gênesis 13:18.

Podemos então chamar este terceiro altar de altar da comunhão. Ele foi edificado em Hebrom que significa “comunhão, união”. A cruz habilita-nos a ter aquela incessante comunhão com Deus, uma verdadeira amizade com Deus! O quarto altar na vida de Abraão foi erguido no Monte Moriá. Podemos chamá-lo de altar da adoração. Gênesis 22:9: Chegaram ao lugar que Deus lhe havia designado; ali edificou Abraão um altar, sobre ele dispôs a lenha, amarrou Isaque, seu filho, e o deitou no altar, em cima da lenha.

Este altar reflete a vida madura de Abraão e o quanto ele já tinha aprendido diante do Senhor. É de aceitação geral entre os estudiosos de tipologia, que aqui Abraão até mesmo tipifica Deus como o Pai eterno. O que vemos aqui é um homem absolutamente rendido a Deus, a ponto de sacrificar seu único e amado filho. Na verdade, neste altar Deus coloca aquela parte mais íntima e preciosa de Abraão, o próprio coração de Abraão que tinha o precioso Isaque. Deus assim tratou profundamente com Abraão, e tornou-o um adorador! Amém.


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