Quando atingiu Abrão a idade de noventa e nove anos, apareceu-lhe o SENHOR e disse-lhe: Eu sou o Deus Todo-Poderoso; anda na minha presença e sê perfeito. Gênesis 17:1.
Nosso crescimento espiritual é descrito na
Palavra de Deus, como um processo lento e contínuo de apropriação do caráter
moral de Deus, ou seja, o caráter de Cristo. Altar no Antigo Testamento se
refere a cruz no Novo Testamento. Os
“altares” que Abraão levantou, o conduzem tanto a um crescimento de sua visão
de Deus, quanto a um crescimento e formação do “caráter de Cristo” em seu homem
interior. É necessário um verdadeiro quebrantamento, deixando o trabalho da
cruz arando sobre nossas almas, e termos uma disciplina espiritual para andar
com Deus! Por isso, quando Deus nos corrigi é para uma grande finalidade. Deus, porém, nos disciplina para
aproveitamento, a fim de sermos participantes da sua santidade. Hebreus 12:10b.
Um cristianismo sem cruz não é cristianismo
de forma alguma, e sim uma pobre imitação da doutrina de Cristo. Uma vida
cristã sem cruz não é vida cristã, mas apenas um “ego” adornado com os ensinos
de Cristo! Abraão viveu uma vida de cruz, ou seja, uma vida de altar. O
primeiro altar foi edificado em Siquém, e podemos chamá-lo de altar da
revelação. Deus revelou-se ali a Abraão: Apareceu
o SENHOR a Abrão e lhe disse: Darei à tua descendência esta terra. Ali edificou
Abrão um altar ao SENHOR, que lhe aparecera. Gênesis 12:7.
Precisamos saber que a cruz e a revelação
andam juntas. Na medida em que a cruz trata conosco, é que teremos genuína
revelação de quem Deus é; de quem nós somos, do que a igreja é
e do que o mundo é. Deus é amor, nós somos servos de Cristo, como
igreja somos a esposa do Cordeiro, e não devemos amar o mundo. Agora vamos para
o segundo altar na vida de Abraão. Ele foi edificado entre Ai e Betel, e
podemos chamá-lo de altar da separação. Passando
dali para o monte ao oriente de Betel, armou a sua tenda, ficando Betel ao
ocidente e Aí ao oriente; ali edificou um altar ao SENHOR e invocou o nome do
SENHOR. Gênesis 12:8.
Abraão deixou Aí para trás e tinha Betel
diante dele. Aí significa literalmente “monte de ruínas” e Betel significa
“Casa de Deus”. Só a cruz pode
separar-nos do mundo e introduzir-nos na Casa de Deus. O terceiro altar na vida
de Abraão, foi levantado logo após a sua separação de Ló. E Abrão, mudando as suas tendas, foi habitar nos carvalhais de Manre,
que estão junto a Hebrom; e levantou ali um altar ao SENHOR. Gênesis 13:18.
Podemos então chamar este terceiro altar
de altar da comunhão. Ele foi edificado em Hebrom que significa “comunhão,
união”. A cruz habilita-nos a ter aquela incessante comunhão com Deus, uma
verdadeira amizade com Deus! O quarto altar na vida de Abraão foi erguido no
Monte Moriá. Podemos chamá-lo de altar da adoração. Gênesis 22:9: Chegaram ao lugar que Deus lhe havia designado; ali
edificou Abraão um altar, sobre ele dispôs a lenha, amarrou Isaque, seu filho,
e o deitou no altar, em cima da lenha.
Este altar reflete a vida madura de Abraão
e o quanto ele já tinha aprendido diante do Senhor. É de aceitação geral entre
os estudiosos de tipologia, que aqui Abraão até mesmo tipifica Deus como o Pai
eterno. O que vemos aqui é um homem absolutamente rendido a Deus, a ponto de
sacrificar seu único e amado filho. Na verdade, neste altar Deus coloca aquela
parte mais íntima e preciosa de Abraão, o próprio coração de Abraão que tinha o
precioso Isaque. Deus assim tratou profundamente com Abraão, e tornou-o um
adorador! Amém.
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