Porque
eu, o SENHOR, não mudo; por isso, vós, ó filhos de Jacó, não sois consumidos. Malaquias
3:6
"Devemos pensar em Deus como Aquele que preserva a unidade do Seu Ser incriado em todas as Suas obras e no decorrer dos séculos. Ele diz: "Eu FIZ" e "Eu FAREI", assim como afirma: "Eu FAÇO" e "ESTOU FAZENDO". Uma fé robusta demanda a percepção firme dessa verdade, apesar de sabermos quão raramente esse pensamento penetra em nossas mentes. Habitualmente ficamos no nosso agora e pela fé olhamos para trás, para ver o passado repleto de Deus. Olhamos para frente e O contemplamos habitando em nosso futuro; mas o nosso AGORA parece desabitado, nele estamos sozinhos. Falamos muito do Senhor, em alto e bom som, mas secretamente pensamos nEle ausente, e é como se nós estivéssemos habitando em um parentético intervalo entre o Deus que era e o Deus que será. Solitários parecemos estar, nessa solidão ancestral e universal. Somos como crianças pequenas perdidas nem mercado cheio de gente, afastados apenas alguns metros da mãe, e, contudo, inconsoláveis por ela não estar em seu campo de visão. Mas, apesar dos nossos temores, não estamos sós. O nosso problema é que pensamos que estamos sós. Corrijamos esse erro imaginando que estamos na margem de um caudaloso rio; e então consideremos esse rio como o próprio Deus. Dirigimos o olhar para nossa esquerda e vemos o rio que vem com toda a sua força, provindo do nosso passado. Olhamos à direita e vemos suas águas fluindo em direção ao nosso futuro. Mas também podemos ver o fluir dessas águas através do nosso presente.
Em nosso dia presente o Senhor é o mesmo
de ontem. Ele é o mesmo rio, em uma ininterrupta continuidade, em sua plena
força, ativa e poderosa, enquanto se move soberanamente adentrando em nosso
amanhã.
Onde quer que a fé tenha sido autêntica,
onde quer que se tenha se tornado real, essa fé desfrutou desse senso: do Deus
presente.'
A.
W. Tozer
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