“Como suspira a corça pelas correntes das águas, assim, por ti, ó Deus, suspira a minha alma. A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando irei e me verei perante a face de Deus?” (Salmo 42:1,2).
“De boas palavras transborda o meu coração. Ao Rei consagro o que compus; a minha língua é como a pena de habilidoso escritor. Tu és o mais formoso dos filhos dos homens; nos teus lábios se extravasou a graça; por isso, Deus te abençoou para sempre” (Salmo 45:1,2).
Gostaria de compartilhar a respeito de
duas experiências muito distintas da alma, que são retratadas nesses dois
Salmos [Sl 42 e Sl 45]. A diferença entre elas é impressionante! Em um dos
Salmos, vemos a alma “sedenta”, no outro, ela está “transbordando”. O Salmo 42
equivale ao “se alguém tem sede”, enquanto o Salmo 45 responde a “quem crer em
mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva” (João
7:37,38).
Essa é uma pergunta muito pessoal que
devemos fazer a nós mesmos: estou “com sede” ou “transbordando”? Qual desses
dois Salmos descreve melhor a experiência da minha alma?
É
uma verdadeira benção ter Cristo diante de nós, satisfazendo plenamente nosso
coração. Sim, existe uma satisfação como aquela que o Senhor descreveu à mulher
no poço em Sicar, quando disse: “aquele, porém, que beber da água que eu lhe
der nunca mais terá sede” (Jo 4:14). Saber que existe uma satisfação como essa,
de natureza tão maravilhosa, e que ela pode ser nossa, deveria ser a alegria do
coração provado e desapontado! Assim, em vez dos murmúrios no coração e nos
lábios, passaremos a ter o coração transbordante das glórias, perfeições e do
amor de Cristo enquanto andamos nesse deserto. A partir dessa experiência,
nossos lábios se abrirão e ribeiros de frescor e alegria fluirão, como vemos no
Salmo 45. Amém. Graça e paz.
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