“Eles serão meus, diz o Senhor dos Exércitos, naquele dia em que reconhecerei publicamente e declararei abertamente que eles são minhas joias” (Malaquias 3:17 - Versão Amplificada).
"Deus nos levará ao céu, mas tirando
do inferno. Deus nos trará conforto, mas deve ser pelo senso de nossa própria
indignidade. Ele perdoará nossos pecados, mas deve ser pela visão e percepção
de nossos pecados. Ele nos trará à vida, mas deve ser pela morte. Ele nos
levará à glória, mas deve ser por vergonha. Deus trabalha pelos contrários;
portanto, quando estiver nos contrários, acredite neles".
Richard Sibbes - 1577-1635
O que podemos concluir quando nos
comprometemos totalmente com Deus, realmente desejando que Ele cumpra Sua plena
vontade em nossas vidas pela Sua graça, e logo a seguir nos encontramos em meio
a situações terrivelmente complicadas, que parecem contradizer a fidelidade de
Deus? A que conclusão iremos chegar? Nesse caso teremos duas alternativas:
acreditar que Deus não se importa com toda a nossa devoção e consagração, e nos
abandonou nessa confusão, ou decidir crer que tudo está debaixo dos Seus olhos.
Essa é uma decisão suprema. Temos a alternativa de crer em Deus ou não. Isso é
o que nos diz a Palavra. Tudo se resume em compreender que as pessoas
envolvidas nas ações ordenadas pela soberania Divina enfrentam situações como
essas. Mas, finalmente, essa soberania evidenciará que tudo que lhes acontece
está relacionado a algo extraordinariamente precioso para o Senhor. Esses “serão
meus, diz o Senhor dos exércitos, minha possessão particular, no dia em que
preparei” (Ml 3:17 tradução ASV). O Senhor busca algo especial e para isso
Ele precisa de um povo. Esse povo peculiar para Deus passará por experiências incomuns, interiores
e exteriores. Eles não trilharão o curso de vida normal... Não será assim com
essas pessoas! Essas pessoas seguirão caminhos tortuosos, intrincados e
extremamente difíceis, mas existe uma soberania operando por trás dessas
coisas.
Essa é minha maneira de analisar essa
situação, de acordo com o que vejo na Palavra. Só posso afirmar isso, não é
estranho aos propósitos de Deus que Seu povo passe por esse tipo de
experiência. Seja o remanescente de Israel, sejam as reações de Deus nesta
dispensação cristã que vemos retratadas no livro do Apocalipse, descritas nas
mensagens para as igrejas. Tudo está baseado nessa prerrogativa. Nada soa
normal com a vida dessas pessoas, porque Deus não deseja nada normal, dentro do
nosso conceito natural. Deus busca algo excepcional, e por isso nossa
experiência também deverá ser extraordinária.
T. Austin-Sparks
Assista os nossos estudos no YOUTUBE:
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