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Em um dos livros apócrifos está escrito: “Siga seu caminho e veja a beleza
e grandeza… tanto quanto seus olhos forem capazes de ver” (2 Esdras 10:55,
tradução da versão utilizada pela autora). Nesse texto, aquele que falava
se referia à beleza dos grandes muros, palácios e átrios do templo de
Jerusalém - mas recebi essas palavras com um sentido mais profundo.
"Tanto quanto seus olhos forem capazes de ver".
O quanto nossos olhos são capazes de ver do Senhor Jesus?
Tenho visto as pessoas olhando para Ele como que através de um microscópio.
Vislumbram por breve momento, e logo se afastam. Esses nada viram... Outros
olham por dois ou três segundos, dizendo: “Isso é impressionante”, “Que
lindo!”, mas se afastam, apesar de terem visto um pouco mais.
Apenas quando olhamos com um foco contínuo e contemplamos um objeto é que
realmente o vemos. E quando mais conhecermos o objeto que vislumbramos,
mais vemos nele.
Paulo fala de “… sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu
Senhor, por amor do qual perdi todas as coisas” (Fp 3:8). Ele estava
disposto a perder tudo, mas queria continuar olhando, olhando, olhando para
Cristo até O conhecer ainda melhor.
Quanto estamos dispostos a perder para conhecer o Senhor, para
sermos capacitados para vê-Lo?
É o EU que nos deixa cegos. Perder do EU para conhecer o Senhor, vê-Lo com
nova clareza em toda a criação… até mesmo nas almas feias e detestáveis.
Possa o Senhor conceder a todos nós esse favor.
Desejo ver Sua bondade e beleza progressivamente. Que não seja algo vago,
nem temporário, ocasional. Desejo vê-lo verdadeiramente, continuamente, em
Sua obra, naqueles que O amam, no Seu Livro, nELe mesmo. Amém.
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