"NOSSA VISÃO: CONHECER A CRISTO CRUCIIFICADO E TORNÁ-LO CONHECIDO, EM TODO LUGAR, POR MEIO DA GRAÇA."

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Os maravilhosos paradoxos da Escritura

Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte. 2 Coríntios 12:10.

Deus é infinitamente grandioso, infinitamente sábio, infinitamente mais verdadeiro e fiel, infinitamente mais gracioso e amoroso que o ser humano pode conceber. Portanto, não é de surpreender que a revelação que Deus faz de Si mesmo em Sua preciosa Palavra e na pessoa de Seu amado Filho seja pródiga em mistérios que nem mesmo a mente humana mais privilegiada consiga racionalizar. Nem a filosofia, nem o poder da razão, nem a pesquisa diligente obterão resultados satisfatórios na busca pelo conhecimento de Cristo e da Palavra de Deus. Esses meios são insuficientes para captar toda a maravilha da revelação de Deus. A consciência do indivíduo deve, antes de tudo, ser despertada para o fato de que Deus, sendo um Deus de verdade, requer que a culpa do homem seja encarada e reconhecida diante dEle. De outra forma, não há como entender a grandeza e a sabedoria de Deus. Se alguém deseja argumentar, o Senhor responde: "Vinde [...] e arrazoemos, diz o SENHOR; ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tomarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tomarão como a lã" (Isaías 1:18).O arrependimento seguido de contrição deve preceder a fé genuína em Cristo Jesus, a qual concede o perdão pelos méritos de Seu santo sacrifício no Calvário. "O sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado" (1 João 1:7) - se aceitarmos isso com honestidade e simplicidade, a fé passa a ser o maravilhoso fundamento para a compreensão das profundas verdades Divinas. Quando a fé opera, o Espírito de Deus torna-as vivas e reais em nosso coração (1 Coríntios 2:10). Deixemos bem claro que o intelecto, a observação, a intuição e os sentimentos humanos não podem discernir as coisas de Deus. A fé constitui-se em um princípio à parte de todas essas coisas, mas quando age trabalha em preciosa cooperação com elas. Não há como pensar, sentir e discernir corretamente a não ser da perspectiva da fé no Deus vivo. Há muitos paradoxos na Palavra de Deus, coisas que parecem contraditórias mas são perfeitamente plausíveis. Também existem muitos na criação material; portanto, não é de surpreender que igualmente nos deparemos com eles nas Escrituras, pois tanto estas quanto aquela são obras de Deus. Os paradoxos em geral são simplesmente a expressão de linhas paralelas da verdade, as quais, segundo da definição da matemática, só se encontram no infinito, além de nosso campo de observação. Os trilhos devem conservar sempre a mesma distância entre si, caso contrário o trem irá descarrilar. Portanto, nesse sentido, não há por que racionalizá-los ou forçar uma interpretação para que o intelecto seja satisfeito. Em vez disso, estimulemos nossa fé a encontrar prazer e graça na contemplação da glória, da sabedoria e do poder de Deus.

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