"NOSSA VISÃO: CONHECER A CRISTO CRUCIIFICADO E TORNÁ-LO CONHECIDO, EM TODO LUGAR, POR MEIO DA GRAÇA."

sábado, 5 de fevereiro de 2011

O PARADIGMA DA IGREJA

E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações. Atos. 2:42.
Nos dias atuais, com uma infinidade de “modelos de igreja”, às vezes até nos perguntamos: Qual é o nosso paradigma de igreja? Ou até: Qual é o paradigma da Igreja do Senhor Jesus? Antes de começarmos esta viagem em busca de respostas devemos considerar alguns aspectos: O que é um paradigma? Paradigma é um modelo a ser seguido, é um padrão de unificação (unidade), que gera em nós o exemplo de vida, o gabarito da estrutura, o nível de qualidade, as balizas da caminhada. De uma forma filosófica ou acadêmica é assim que podemos explicar. O mais intrigante de tudo isso é que se vivemos o verdadeiro paradigma, nós não deveríamos nos questionar desta forma em relação à “igreja”, ou seja, não estaríamos nos fazendo estes questionamentos nos dias de hoje, se a “igreja” tivesse se mantido no alvo, desde o princípio. O problema central desses novos e modernos modelos de igreja é que não há espaço para o que era natural anteriormente, e não estou falando de alguns anos atrás, mas do princípio de tudo. Justamente pelo que era importante ter sido deixado para trás, é que esses novos modelos se tornaram o foco principal de tudo e de todos, não havendo mais espaço para o evangelho da Graça, pois este evangelho não dá espaço para a graça do homem. O texto de Atos 2:42, nos remete a 4 aspectos simples e naturais da vida da nova criatura, que norteiam a caminhada rumo a plenitude de Cristo. Até que todos cheguemos à unidade da fé e ao conhecimento do Filho de Deus, a varão perfeito, à medida da estatura completa de Cristo. Efésios 4:13.
Essa medida é o paradigma de Cristo em nós. 1) E perseveravam na doutrina dos apóstolos... A palavra chave nesse texto é perseverar, que nos traz a ideia de continuidade, permanência e persistência. Os primeiros cristãos permaneciam na doutrina dos apóstolos, que era a mesma doutrina de Cristo, anunciando a mensagem da cruz que é loucura para os que perecem, mas para nós que somos salvos é poder de Deus (1 Cor. 1:18). Uma coisa muito interessante que comumente vemos acontecer no meio evangélico são os ensinamentos de como que se deve perseverar, ensinando a viver uma perseverança com cheiro de esforço humano, justiça própria, ignorando as palavras do apóstolo Paulo:
Mas, pela graça de Deus, sou o que sou; e a sua graça, que me foi concedida, não se tornou vã; antes, trabalhei muito mais do que todos eles; todavia, não eu, mas a graça de Deus comigo. 1 Coríntios 15:10. A perseverança do cristão está baseada no que ele é, e não, no que ele faz. Está baseada na ação de Cristo no cristão e não na ação do Cristão. O apóstolo Paulo expressa no texto acima primeiro o que ele é pela graça, depois o que ele faz por meio da graça. Vendo esse texto, lembro-me do meu pai um dia conversando com um cidadão em Fortaleza. Meu pai o perguntou: você consegue permanecer homem até o fim dos seus dias? Ao que o cidadão prontamente respondeu: “claro que sim, pois eu sou homem”. A perseverança também é assim, ela está diretamente ligada ao que somos. Permanecer na doutrina dos apóstolos é tarefa para novas criaturas, para filhos genuínos, gerados pela Palavra. Mas, cotidianamente, o que vemos são movimentos contrários à verdade, pastores que são verdadeiros lobos em pele de cordeiro, advogados do diabo. Todos os dias, no rádio, na TV, e na internet os vemos pregando o evangelho da marcha ré. Quando não é assim, aparecem os “super-crentes”, filhos “maduros”, com corpos suados de tanto desempenharem os ativismos da madureza, pregando que a palavra da cruz é somente um detalhe, e o que importa realmente é a “maturidade”. Mas sobre isso o apóstolo Paulo também já nos advertiu:
Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos e se apartem da simplicidade que há em Cristo 2 Coríntios 11:3.
2 )... e na comunhão, 3 ) e no partir do pão... Muitas pessoas pensam que estes dois termos são redundantes, que querem dizer a mesma coisa. Até querem, mas neste contexto têm importâncias distintas. A Comum União dos santos está intrinsecamente ligada ao amor cristão, a ser família de Deus, a ser gerado de um mesmo pai, o “Aba”, que nos fez um em Cristo. Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu, em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste João 17:21.
E como Um, ou em Unidade, expressamos o amor com nossos atos, a Palavra de Deus nos ensina a amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos (Grande Mandamento), assim o próprio Cristo nos ensinou: Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros João 13:35.
Essa expressão de amor na comunhão dos santos é manifesta de várias formas: no cuidado uns com os outros, no carregar o fardo uns dos outros e no se importar realmente com o próximo. Alegrai-vos com os que se alegram e chorai com os que choram Romanos 12:15.
O partir do pão é a mais singela expressão de unidade. Imagine pessoas unidas por laços de sangue ou do Espírito tendo um momento de comunhão no partir do pão. Aí eu lhe pergunto: quem você põe na mesa da sua casa para comer com você? O Senhor derramou de seu amor em nossos corações e nos faz agir com graça até nas coisas mais simples da vida como partir o pão. E perseverando unânimes todos os dias no templo e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração Atos 2:46.
Mas o partir do pão não é somente comer junto, é viver a comunhão. E aprender a repartir o “PÃO” que ele nos tem dado, é saber apoiar o irmão em tudo, porque às vezes é muito fácil ver pessoas em nosso meio que dizem: “O Senhor me chamou para pregar boas novas”. Então, ele vai e prega, e o irmão que recebeu as boas novas, passa necessidades. Aí ele diz: “Que Deus te abençoe”. Amados, saibamos que Deus abençoa, e já nos abençoou em Cristo, e sempre nos dará condições e recursos para investirmos na obra e nos irmãos, segundo a sua vontade, e não somente em nós mesmos. 4)... e nas orações. Orar é falar com o Pai, e como temos livre acesso a Ele por meio de Cristo, oramos sem cessar. Falamos com Ele a todo momento, a todo instante, pois Cristo afirmou: e eis que eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos. Amém! Mateus 28:20b. Perseverar nas orações é falar com o Pai sobre tudo, Ele é Deus e é Pai. Muitas vezes tratamos o Pai como alguém distante que está lá no céu ocupado com todas as orações da humanidade, mas na verdade, Ele é um Pai presente que está a todo o momento conosco, guiando, consolando, fortalecendo, fazendo seguir em frente e, principalmente, revelando-se a nós com toda Graça e Verdade. Comparo estes quatro aspectos de Atos 2:42, com uma cadeira que tem quatro pernas, estas pernas tem que ser idênticas e do mesmo tamanho pois se assim não forem gera desconforto a quem nela se assenta. O Paradigma da Igreja é Cristo em nós, Cristo que é a nossa vida e o único meio pelo qual podemos manifestar Cristo ao mundo. Ele é a única forma de perseverarmos como o que somos: novas criaturas, filhos de Deus, gerados em Cristo Jesus para as boas obras, que Ele mesmo as fez para que andássemos nelas. Cristo em nós nos faz permanecer na doutrina dos apóstolos (a Palavra da Cruz), viver a verdadeira comunhão dos santos, desfrutar do partir do pão com o próximo e orar sem cessar. Pois Ele mesmo é tudo em todos. É o paradigma da sua Igreja, paradigma que jamais será quebrado, pois vive e permanece para sempre. Amém!
Graça e paz.
Gineton Dantas Queiroz Filho

Um comentário:

Pra.Thaís Itaborahy disse...

Glória a Deus que o senhor Jesus falou contigo e te fortaleceu.

Seu blog é muito bonito e edificante também.

Parabéns.

Deus continue te abençoando, você, sua família e ministério.

Estou te seguindo.

Pra. Thaís Itaborahy

www.palavradevidaaocoracao.blogspot.com