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quarta-feira, 18 de dezembro de 2024

A OFENSA DA CRUZ

João 6;41-50. A história repete-se: Israel, povo resgatado por Deus, murmura contra Deus, despreza Seu amor e desconhece Seus dons. Assim murmuraram seus pais contra o que o Espírito de Deus chamava “o trigo do céu”. Salmos 78:24-25. Fez chover maná sobre eles, para alimentá-los, e lhes deu cereal do céu. 25 Comeu cada qual o pão dos anjos; enviou-lhes ele comida a fartar.

 

2 - E agora, em face do Filho de Deus mesmo, Palavra eterna e divina feita carne, cheia de graça e de verdade, os judeus rejeitam Sua divindade e não querem crer na encarnação. João no capitulo primeiro já dizia algo que nos chama nossa atenção. João 1:11-12. Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. 12 Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome.

 

3 - Quão simples são as palavras da Verdade, e como são complicadas as dúvidas dos homens! Aprendemos, por um lado, com esta passagem, que a condição humilde de Cristo, quando Ele estava na terra, é uma pedra de tropeço para o homem natural. Eles rejeitaram o Senhor. Talvez se ele tivesse vindo como um rei conquistador, com riqueza e honras para conceder a Seus seguidores, e poderosos exércitos em Seu séquito, eles teriam estado dispostos o suficiente para recebê-Lo. Mas um Messias pobre, humilde e sofredor era uma ofensa para eles. Seu orgulho se recusou a acreditar que tal pessoa foi enviada por Deus. 1 João 4:9 Nisto se manifestou o amor de Deus em nós: em haver Deus enviado o seu Filho unigênito ao mundo, para vivermos por meio dele.

4 – Por que eles rejeitaram Jesus? Porque julgaram as coisas segundo valores humanos e de acordo a normas externas. A reação deles frente às afirmações de Jesus foi ressaltar o fato de que era o filho de um carpinteiro a quem eles viram crescer em Nazaré. Era-lhes impossível entender como alguém que era filho de um carpinteiro e comerciante e que provinha de um lar humilde podia ser um mensageiro especial de Deus. 1 Coríntios 1:26-28. Irmãos, reparai, pois, na vossa vocação; visto que não foram chamados muitos sábios segundo a carne, nem muitos poderosos, nem muitos de nobre nascimento; 27 pelo contrário, Deus escolheu as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios e escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes; 28 e Deus escolheu as coisas humildes do mundo, e as desprezadas, e aquelas que não são, para reduzir a nada as que são.

 

5 – No Antigo Testamento temos uma trágica passagem bíblica onde mais uma vez presenciamos a perversa natureza humana rejeitando a Pessoa de Cristo quando rejeitaram aquele maná, que era um tipo de Cristo. Quando observo a realidade de algumas “Igrejas ditas evangélicas” de nossos dias, percebo que a mesma triste história se repete. “Maná”! Para quê? “Maná”! O lixo lhes basta. Pobres perdidos. Vamos ler Números 21:5 E o povo falou contra Deus e contra Moisés: Por que nos fizestes subir do Egito, para que morramos neste deserto, onde não há pão nem água? E a nossa alma tem FASTIO deste pão vil. (Essa palavra fastio no hebraico é Koots e significa repulsa, nojo, nauseante e aversão).

 

6 – Esses judeus murmurantes liam as Escrituras do Antigo Testamento, mas não a interpretavam adequadamente. São inúmeros textos que eles leram, mas não consideravam como viria o Cristo, ou seja, o Deus que se faria carne. Veja como os profetas falaram a respeito da vida do Messias: Zacarias 9:9. Alegra-te muito, ó filha de Sião; exulta, ó filha de Jerusalém: eis aí te vem o teu Rei, justo e salvador, humilde, montado em jumento, num jumentinho, cria de jumenta.

 

7 – Muitos diziam que Jesus afirmava ser Rei. Então eles replicavam: Ser Rei de que? Eles sabiam o que significa um rei, pois todo rei é uma pessoa notável, poderosa, cheia de valores. É a natureza humana se mostrando em suas verdadeiras cores. Vemos a mesma coisa nos dias dos apóstolos. Cristo crucificado era “para os judeus uma pedra de tropeço, e para os gregos loucura”. 1 Coríntios 1:23 mas nós pregamos a Cristo crucificado, escândalo para os judeus, loucura para os gentios.

 

8 - A cruz era uma ofensa para muitos onde quer que o Evangelho fosse pregado. Podemos ver a mesma coisa em nossos próprios dias. Há milhares ao nosso redor que detestam as doutrinas distintivas do Evangelho por conta de seu caráter humilhante. Eles não podem tolerar a expiação, o sacrifício e a substituição e a inclusão do pecador no Corpo de Cristo na cruz. Seu ensino moral eles aprovam. Seu exemplo e abnegação eles admiram. Mas fale com eles do sangue de Cristo; de Cristo sendo feito pecado por nós; da nossa morte e ressurreição em Cristo. Isaías 8:20. À lei e ao testemunho! Se eles não falarem desta maneira, jamais verão a alva.

 

9 - Verdadeiramente a ofensa da cruz ainda não cessou! Aprendemos, por outro lado, dessa passagem, a impotência natural do homem e sua incapacidade de se arrepender ou crer. Encontramos nosso Senhor dizendo: "Ninguém pode vir a mim, a menos que o Pai que me enviou o atraia." Até que o Pai atraia o coração do homem por Sua graça, o homem não crerá.

 

10 - Aprendemos, por fim, nesta passagem, que a salvação de uma pessoa é algo presente. Nosso Senhor Jesus Cristo diz: "Em verdade, em verdade vos digo que aquele que crê em mim TEM a vida eterna." (V. 47) A vida, devemos observar, é uma posse presente. Não é dito que ele a terá no final, no dia do julgamento. Ela é agora, mesmo agora, neste mundo, sua propriedade. Ele a tem no próprio dia em que crê. João 5:24  Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida. Amém.

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